Na madrugada desta quarta-feira, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou o resgate de um motorista de aplicativo de 38 anos, que havia sido mantido em cativeiro no Novo Gama, Goiás. O caso envolve agressões e torturas, motivadas por uma dívida de R$ 1.400, referente à compra de drogas feita por um amigo da vítima.
História por trás do sequestro
O incidente ocorreu na última semana, quando o motorista, enfrentando problemas pessoais, decidiu ficar na casa de um amigo, que era dependente de crack. No último sábado (31/10), esse amigo adquiriu uma quantidade significativa de drogas de um casal de traficantes e indicou que o motorista seria o responsável pela dívida. De acordo com o delegado Leandro Ritt, o prazo para o pagamento foi estipulado até a noite de domingo (1º/11). Sem o pagamento, o casal de traficantes foi até a casa e começou a agredir o motorista, que foi então sequestrado e levado a um cativeiro.
Condições do cativeiro e resgate
A vítima foi encontrada amarrada em uma residência completamente fechada, o que dificultava qualquer tentativa de fuga. Ele estava debilitado devido às agressões, com as mãos arroxeadas pela falta de oxigenação. A polícia o levou ao hospital para tratamento médico antes de devolvê-lo à família. Durante a operação, os agentes também encontraram duas adolescentes no imóvel vizinho, que estavam encarregadas de vigiar o cativeiro e foram apreendidas.
Envolvimento de menores e identificação dos suspeitos
As investigações indicaram que o casal de traficantes envolveu seus próprios filhos no crime. Um adolescente de 15 anos gravou as sessões de tortura, enquanto a filha de 13 anos mantinha um relacionamento com um jovem de 17 anos, responsável pela vigilância. A PCDF identificou os três adultos envolvidos, incluindo o amigo da vítima, que não apenas participou do sequestro, mas também visitava o cativeiro regularmente durante o sequestro.
Com as identidades dos suspeitos em mãos, a PCDF planeja solicitar à Justiça a prisão preventiva dos envolvidos. A expectativa é que os mandados sejam cumpridos em breve, garantindo que os responsáveis pelo sequestro enfrentem as consequências de seus atos.






