–:–:–
Conecte-se conosco

Número de casos de Mpox no DF chega a 23 em 2026, com 8 em outubro

A Secretaria de Saúde alerta sobre aumento nos registros da doença e recomenda cuidados essenciais à população.

1 visualizações
Mpox: DF teve 23 casos confirmados em 2026, sendo 8 apenas em outubro

O Distrito Federal registrou um total de 23 casos confirmados de Mpox até a data de 4 de outubro de 2026, conforme dados divulgados pela Secretaria de Saúde. Dentre esses, 8 ocorrências foram identificadas apenas no mês de outubro, evidenciando uma preocupação crescente com a disseminação do vírus na região.

Aumento no número de casos

O aumento recente no número de casos de Mpox foi destacado pela Secretaria de Saúde, que reforçou a relevância da vigilância epidemiológica. Em nota, a secretaria afirmou: “Observa-se aumento recente de casos confirmados, com oito confirmações em outubro, reforçando a importância da vigilância epidemiológica e laboratorial para o monitoramento da circulação do vírus e a identificação oportuna de novos casos”.

Orientações para a população

Diante da situação, a Secretaria de Saúde orienta a população a ficar atenta aos sinais de alerta, que incluem o surgimento repentino de lesões nas mucosas ou erupções cutâneas agudas, como bolhas e pústulas. Em caso de qualquer sintoma, é fundamental procurar uma unidade de saúde para avaliação. Além disso, recomenda-se evitar o contato físico próximo ou íntimo com pessoas que apresentem lesões suspeitas, mantendo uma boa higiene. A lavagem frequente das mãos com água e sabão, ou o uso de álcool em gel, é essencial para a prevenção da doença.

Outro ponto importante é o isolamento de pessoas com suspeita ou confirmação de Mpox, que devem seguir as orientações dos profissionais de saúde para evitar a transmissão do vírus a outras pessoas. Isso inclui manter distância e evitar o compartilhamento de objetos pessoais, roupas e toalhas.

O que é a Mpox?

A Mpox é uma doença viral que, segundo a infectologista Joana D’arc Gonçalves, é tipicamente transmitida através do contato direto com lesões e secreções corporais de indivíduos infectados. A transmissão também pode ocorrer por gotículas respiratórias e por objetos contaminados, como toalhas e roupas. A infectologista alerta que o vírus pode permanecer viável em superfícies por mais de um mês, tornando essencial que pessoas infectadas tomem precauções rigorosas com utensílios que utilizam no dia a dia.

Sintomas e cuidados necessários

Os sintomas iniciais da Mpox incluem febre, mal-estar e aumento dos linfonodos. Após cerca de três dias, manchas vermelhas podem aparecer no corpo, evoluindo para pápulas, vesículas e pústulas. As lesões podem ocorrer em diversas partes do corpo, mas a área genital é a mais afetada devido à natureza de transmissão da doença, que é frequentemente associada a relações sexuais prolongadas.

De acordo com Joana D’arc Gonçalves, as lesões geralmente são auto-limitadas, mas podem levar a complicações, como pneumonia e encefalite, se não forem tratadas adequadamente. O risco de infecção bacteriana também aumenta se as feridas forem manipuladas de forma inadequada.

Diagnóstico e vacinação

A confirmação do diagnóstico de Mpox é realizada por meio de testes laboratoriais específicos, e a notificação de casos é obrigatória para serviços de saúde públicos e privados. Embora não haja um tratamento específico para a doença, o manejo clínico visa aliviar os sintomas e prevenir complicações, com a maioria dos casos apresentando sintomas leves a moderados e recuperação após algumas semanas.

A vacinação contra a Mpox é direcionada a grupos específicos, incluindo pessoas vivendo com HIV/aids, indivíduos com imunossupressão grave e profissionais de laboratório que manipulam o vírus. No entanto, a Secretaria de Saúde informa que, atualmente, não há vacina disponível para a prevenção da doença.

Medidas de proteção

Para se proteger contra a Mpox, a melhor estratégia é evitar o contato com pessoas infectadas e objetos potencialmente contaminados. Caso o contato seja inevitável, recomenda-se o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas e máscaras. A higiene pessoal, especialmente a lavagem frequente das mãos, é crucial para a prevenção. A Secretaria de Saúde ressalta que indivíduos com suspeita ou confirmação de Mpox devem cumprir rigorosamente o isolamento e não compartilhar itens de uso pessoal para conter a propagação da doença.

Este aumento nos casos de Mpox no Distrito Federal destaca a necessidade de atenção redobrada e o cumprimento das orientações de saúde pública para proteger a comunidade.

Mais em Distrito Federal

Ver tudo →