Um paciente foi preso em Anápolis, Goiás, na última terça-feira (3), por suspeita de perseguir uma médica que trabalha na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Jussara. O homem, que não teve sua identidade revelada, teria assediado a profissional tanto presencialmente quanto nas redes sociais ao longo de três meses.
Assédio nas redes sociais
A médica relatou à polícia que o contato inicial ocorreu durante uma consulta médica, onde o paciente foi atendido. Após esse encontro, o homem começou a enviar mensagens de assédio por meio de perfis falsos no Instagram e TikTok, buscando interagir com a profissional de forma insistente. Mesmo diante de bloqueios, ele criava novas contas para continuar a abordagem.
Ameaças e medo na rotina
De acordo com o relato da médica, as mensagens não se restringiam ao assédio. O suspeito também fez ameaças e ofensas, utilizando imagens dela que foram retiradas de perfis de terceiros. Devido ao medo gerado por essa situação, a médica se viu obrigada a modificar sua rotina. Seu namorado passou a buscá-la no trabalho, especialmente em turnos noturnos, temendo que ela fosse abordada ao sair da UPA sozinha.
Intervenção policial
Na terça-feira, ao reconhecer o homem na UPA, a médica acionou a Polícia Militar de Goiás (PMGO). A equipe conseguiu deter o suspeito, que agora enfrenta acusações de stalking. O caso está sob investigação pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), que segue apurando os detalhes da situação.
O incidente destaca a importância de medidas de proteção para profissionais da saúde e a necessidade de uma resposta rápida das autoridades em casos de assédio e perseguição.






