Na última terça-feira (03/11), o Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, e o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, avaliou os impactos da nova legislação em uma entrevista. Ele enfatizou que a proposta busca promover uma maior integração entre as forças policiais, mantendo a autonomia dos estados, o que representa um avanço significativo.
Integração policial e desafios da reincidência
Patury destacou que, apesar dos pontos positivos da PEC, como o fortalecimento da estrutura e do financiamento das políticas de segurança, ainda existem questões críticas que precisam ser discutidas, como a reincidência criminal. Ele observou que a população anseia por segurança, questionando se poderá sair e retornar para casa sem medo, especialmente em relação àqueles que cometem crimes repetidamente.
A complexidade da segurança pública
O secretário definiu a reincidência como um “mal a ser combatido”, vinculando-a à progressão criminosa, onde indivíduos que começam por delitos menores acabam cometendo crimes mais graves. “Ela começa com o furto, depois ela se sente à vontade para cometer roubo, depois latrocínio, em seguida, homicídio, depois ela se associa ao Comando Vermelho, ao PCC”, detalhou.
Abordagem holística para a segurança
Patury enfatizou a necessidade de uma discussão mais ampla sobre segurança pública, que aborde desde a microcriminalidade até soluções integradas que envolvam educação, cultura e oportunidades para os cidadãos. “Segurança pública não se resolve apenas com segurança pública. Resolve-se com educação, cultura, esporte e oportunidade”, afirmou.
O secretário acredita que enfrentar a reincidência e a microcriminalidade é essencial para garantir um ambiente mais seguro para a população do DF. A PEC representa um passo importante, mas é preciso ir além e adotar uma abordagem que considere as raízes do problema.






