Uma operação realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em parceria com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) culminou na prisão de três indivíduos envolvidos em um esquema de estelionato conhecido como “golpe da falsa garota de programa”, que atuava principalmente no Lago Norte.
O golpe e suas táticas
Os criminosos operavam a partir de Montes Claros (MG), onde criaram um perfil falso em um site de acompanhantes, sob o nome de “Ruiva Online”. Através desse perfil, eles atraíam vítimas com promessas de encontros físicos, apresentando uma tabela de preços que variava de R$ 40 por uma chamada de vídeo curta a R$ 900 para um pernoite. Os pacotes de fotos e vídeos eram oferecidos entre R$ 50 e R$ 90, enquanto encontros presenciais custavam a partir de R$ 150.
Extorsão após a descoberta do golpe
Quando as vítimas começavam a suspeitar da fraude e paravam de realizar os pagamentos, os golpistas intensificavam a pressão, passando a ameaçá-las com mensagens que envolviam armas e intimidações sobre facções criminosas. O delegado-chefe adjunto da 9ª DP, Roney Teixeira Marcelo, informou que as ameaças incluíam a possibilidade de expor imagens das vítimas em redes sociais e outros meios de comunicação, caso não houvesse novos depósitos.
Desdobramentos da investigação
A investigação se baseou no monitoramento cuidadoso dos terminais telefônicos utilizados pelos criminosos e no rastreamento do fluxo financeiro das transferências realizadas pelas vítimas. Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, chips, computadores e uma quantia em dinheiro. Os envolvidos responderão por associação criminosa, estelionato e extorsão.
Orientações de prevenção
A PCDF aconselha a população a nunca realizar pagamentos antecipados e a desconfiar de perfis com fotos excessivamente produzidas, principalmente quando os preços solicitados não correspondem à qualidade dos serviços oferecidos. O delegado Roney Teixeira Marcelo enfatizou a importância de não ceder às exigências de pagamento e de comunicar imediatamente o banco em caso de ameaças.
Em situações de ameaça, a orientação é que as vítimas não realizem os pagamentos e busquem a delegacia mais próxima para registrar a ocorrência. “Nunca ceda a essas exigências de pagamento, pois uma vez que a vítima realiza a transferência, as ameaças e as cobranças passam a se perpetuar de forma absolutamente infinita”, alertou o delegado.
A operação destaca a importância de estar atento a possíveis fraudes e de adotar medidas preventivas ao contratar serviços online.






