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Câncer ocular em crianças: sinais que os pais devem observar

Diagnóstico precoce é vital para aumentar as chances de tratamento eficaz em casos de tumores oculares em crianças.

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Câncer nos olhos: quais sinais observar em crianças? Entenda com Dr. Kalil

O câncer ocular, que pode se manifestar tanto dentro quanto fora dos olhos, exige atenção redobrada, especialmente em crianças. O diagnóstico precoce é essencial para garantir um tratamento eficaz e aumentar as chances de recuperação.

Tipos de tumores oculares em crianças

Os tumores que afetam o interior do globo ocular incluem o retinoblastoma e o melanoma ocular. O retinoblastoma é uma condição que afeta principalmente crianças pequenas, enquanto o melanoma ocular geralmente ocorre em adultos mais velhos, embora também possa surgir em pessoas na faixa dos 30 e 40 anos. Segundo Rubens Belfort Jr., oftalmologista e membro da Academia Nacional de Medicina, “o melanoma do olho é bem diferente do melanoma de pele. É um tumor com características próprias.” Muitas vezes, os sintomas só são percebidos em estágios avançados, mas exames de rotina podem facilitar a detecção precoce.

Tratamentos disponíveis

O melanoma ocular, embora seja um tipo de câncer preocupante, é considerado relativamente tratável. O uso de placas radioativas, que são dispositivos colocados sobre o olho, pode ajudar na regressão do tumor. Em contraste, o retinoblastoma é uma condição que, se não tratada, pode levar a uma taxa de mortalidade de até 90%. Belfort Jr. destaca que, com o tratamento adequado, essa taxa pode ser reduzida para menos de 4%, ressaltando a importância do diagnóstico precoce.

Identificando o retinoblastoma

Os pais devem estar atentos a alterações no reflexo ocular das crianças, que podem ser um sinal de retinoblastoma. O tumor altera o pigmento na retina, resultando em um reflexo diferente do normal. Antigamente, o reflexo vermelho visível em fotografias ajudava na identificação precoce, mas com as câmeras modernas, essa característica não é mais tão facilmente percebida. Portanto, o acompanhamento pediátrico é fundamental, com orientação para exames especializados quando necessário.

Tratamentos modernos para retinoblastoma

Belfort Jr. também menciona novas abordagens, como a administração de medicamentos diretamente na circulação sanguínea que irriga o olho, visando melhorar os resultados do tratamento. No entanto, ele reconhece que ainda existem barreiras no acesso a esses tratamentos.

Tumores nas pálpebras: atenção redobrada

Além dos tumores internos, a região externa dos olhos, como as pálpebras, também pode ser afetada. Tatiana Nahas, oftalmologista do Hospital Sírio Libanês, alerta para o carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele que pode ocorrer nesta área. Ela destaca dois sinais de alerta: a presença de uma elevação pequena ou uma ulceração que não cicatriza. “Geralmente são lesões que crescem, sangram e formam uma casquinha”, explica.

Cuidados com lesões nas pálpebras

Nahas também menciona um tumor mais raro, o carcinoma de glândulas sebáceas, que pode ser confundido com um terçol comum, dificultando o diagnóstico. “Muitas vezes, o paciente mais idoso tem um terçol, faz uma cirurgia, e o terçol volta na mesma localização”, alerta. Nesses casos, é crucial que o paciente procure um oftalmologista especialista em pálpebras para um diagnóstico diferencial. A recorrência de lesões pode ser um indicativo de malignidade.

Concluindo, a vigilância constante e o entendimento sobre os sinais de alerta para tumores oculares podem fazer a diferença na vida de crianças e suas famílias. A orientação médica adequada e o acompanhamento especializado são essenciais para garantir a saúde ocular.

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