O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez novas críticas ao ex-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, durante uma transmissão ao vivo nesta quinta-feira (5 de novembro de 2026). Ao comentar a fuga do senador para os Estados Unidos, Lula o chamou de “pé frio”, destacando que sua chegada ao país coincidiu com a derrota de Donald Trump: “Foi lá para pegar proteção. Você vai ver a proteção que você vai ter. Você vai ter que voltar para o Brasil para receber os processos que você tem”, declarou.
Emoção nas campanhas
Lula aproveitou a oportunidade para relembrar um ato de campanha na Avenida Paulista, onde se emocionou ao ouvir o Hino da Independência do Brasil. “Foi uma das coisas mais emocionantes que eu vi. A minha garganta embargou. Não conseguia falar, porque era muita emoção”, relatou. Ele ainda fez uma comparação com Flávio Bolsonaro, relembrando um evento em Natal, onde levantou a bandeira brasileira, enfatizando a diferença de postura entre eles.
Acusações e reeleição
O presidente também se referiu à sua reeleição no segundo turno como “um presente de Deus” e não hesitou em criticar Flávio, chamando-o de “satanás”: “Vai lá, meu filho, que eu não vou deixar esse satanás governar o país, não”.
Willer Tomaz em foco
Além de Flávio, Lula dirigiu suas críticas ao advogado Willer Tomaz, associado ao ex-candidato e sob investigação por lavagem de dinheiro em negócios relacionados a apostas. O petista mencionou uma disputa judicial por uma mansão de luxo em Angra dos Reis, avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões, que envolve o jogador Richarlison e Flávio Bolsonaro. “Aquele cara comprou vários terrenos, várias vilas. Ele era um grileiro”, afirmou Lula, prometendo denunciar as irregularidades.
O papel de Janones
André Janones, deputado federal e idealizador do canal Exército do Lula no WhatsApp, também foi mencionado. A plataforma, que conta com mais de 10 milhões de seguidores, foi crucial para mobilizar apoiadores durante a campanha de reeleição. Em 29 de outubro, Janones destacou que o verdadeiro apoio ao presidente não se traduz em assumir um ministério, mas sim em fortalecer a base de apoio.
O discurso de Lula reflete a continuidade de sua luta política e as tensões com adversários, mostrando como a campanha e a reeleição ainda são temas centrais em sua administração.






