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Descanso é essencial: café e energético não ajudam na preparação para o Enem

Com a proximidade do Enem 2026, especialistas alertam sobre os riscos do consumo excessivo de cafeína.

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Enem 2026: café e energético não substituem o descanso na preparação

Com o Enem 2026 se aproximando, as provas estão agendadas para os dias 8 e 15 de novembro. É crucial que os candidatos cuidem de sua saúde mental e física, incluindo o sono e a alimentação, para garantir um bom desempenho.

A cafeína e seus efeitos limitados

Embora café e energéticos sejam populares entre os estudantes que buscam aumentar a atenção, eles não são substitutos para uma boa noite de sono. A cafeína, presente nesses produtos, atua no sistema nervoso central, aumentando temporariamente a vigília e a capacidade de reação. No entanto, isso não se traduz em melhorias significativas na memória ou aprendizado. A substância apenas oculta a fadiga, sem eliminar a sensação de cansaço.

De acordo com o nutricionista Thyago Nishino, a cafeína bloqueia os receptores de adenosina, que se acumulam ao longo do dia e induzem à sonolência. Apesar de promover um estado de alerta momentâneo, ela não deve ser vista como uma solução para a falta de descanso.

Efeitos adversos do consumo excessivo

O uso excessivo de cafeína pode ter efeitos nocivos, como ansiedade, irritabilidade e dificuldades de concentração. O cardiologista Marcelo Bergamo, da Coreclin, destaca que altas doses podem causar problemas cardiovasculares, como aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, variando de acordo com a sensibilidade de cada indivíduo.

Os energéticos, que frequentemente contêm altas concentrações de cafeína, devem ser consumidos com cautela, especialmente por quem já está ansioso. Bergamo alerta que a combinação de cafeína com a resposta natural do corpo à ansiedade pode intensificar os efeitos adversos.

Impacto do café na qualidade do sono

Estudar à noite com a ajuda de cafeína pode ser prejudicial. A substância começa a agir entre 15 a 45 minutos após o consumo e pode permanecer no organismo por várias horas. Nishino explica que a meia-vida da cafeína é de cerca de quatro a seis horas, o que significa que ela pode afetar a qualidade do sono se consumida no final da tarde ou à noite.

A falta de sono adequado compromete o aprendizado, uma vez que o cérebro precisa desse tempo para organizar e consolidar as informações. Segundo Nishino, substituir horas de descanso por cafeína é uma estratégia que pode sair pela culatra.

Sinais de alerta e recomendações finais

Sintomas como palpitações, tremores e agitação indicam que a pessoa pode ter ingerido cafeína em excesso. Em casos mais graves, dores no peito ou falta de ar podem ocorrer, o que requer atenção médica imediata.

Para os candidatos ao Enem, a recomendação é clara: evitem o uso de café ou energéticos para compensar a falta de sono ou estudar com doses maiores do que as habituais. Um sono adequado, uma alimentação balanceada e a hidratação são fundamentais para uma preparação eficaz para a prova.

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