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Sintomas da mpox: febre, ínguas e feridas na pele são alarmantes

Brasil registrou 665 infecções da doença em 2026, com o Rio de Janeiro liderando os casos confirmados.

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Febre, ínguas e feridas na pele estão entre os sintomas da mpox

Os sintomas da mpox incluem febre, mal-estar, dores musculares e lesões cutâneas, sendo uma preocupação crescente no Brasil. No total, o país registrou 665 casos da doença até o início de novembro de 2026, com destaque para o estado do Rio de Janeiro, que contabiliza 269 infecções confirmadas.

Sintomas e evolução das lesões

Entre os sinais clínicos observados estão febre, ínguas e feridas que podem surgir em várias partes do corpo, como rosto, boca, região genital, tronco e extremidades. A quantidade de lesões pode variar significativamente, indo desde algumas poucas até mais de cem. As lesões na pele evoluem em estágios, começando como pápulas e progredindo para vesículas e pústulas, até eventualmente formarem crostas, conforme explica o dermatologista Wesley Ferreira, CEO da Singular Medicina Estética e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Quando buscar ajuda médica?

É fundamental procurar atendimento médico ao notar novas lesões inexplicáveis, especialmente se forem semelhantes a espinhas ou bolhas nas regiões genital, anal ou oral. Também é importante estar atento a feridas que sejam dolorosas ou que apresentem alterações, como endurecimento ou depressão central. Ferreira alerta que mesmo uma única lesão suspeita justifica uma avaliação médica, especialmente após contato próximo com alguém diagnosticado.

Além das lesões, sintomas como dor de garganta, ínguas e mal-estar podem ser indicativos da infecção. Sinais de alerta incluem dor anal ou retal, sangramento e desconforto ao evacuar, mesmo na ausência de feridas visíveis. Em situações de dor intensa, lesões próximas aos olhos ou dificuldades para urinar ou respirar, a busca por atendimento deve ser imediata. Até que um profissional de saúde seja consultado, é recomendável evitar contato íntimo e manter as lesões cobertas.

Dados sobre a mpox no Brasil

Em 2026, o Brasil registrou uma significativa redução de casos de mpox, com 665 infecções, representando uma queda de 94% em relação ao surto de 2022, que teve 10.821 registros. O Rio de Janeiro se destaca como o estado com maior número de casos, quase triplicando o total do ano anterior, que foi de 92 infecções. No Distrito Federal, foram confirmados 23 casos até o momento.

O Ministério da Saúde está monitorando a evolução da vacinação e a distribuição de doses aos estados, visando fortalecer as ações de vigilância e controle da doença, especialmente entre as populações vulneráveis.

Transmissão da mpox

A mpox é causada pelo vírus do gênero Orthopoxvirus e sua transmissão ocorre principalmente por meio do contato direto com lesões cutâneas, fluidos corporais e secreções respiratórias durante interações próximas. O contato sexual também é um fator que pode facilitar a propagação da doença.

Diante do aumento das infecções e dos sintomas alarmantes, manter-se informado e buscar orientação médica é essencial para um diagnóstico precoce e prevenção de complicações.

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