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Justiça do DF responsabiliza Azul por passageira perder voos de casamento

A decisão judicial impôs uma indenização à companhia aérea após falhas que impediram a viagem para um evento importante.

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Justiça do DF condena Azul após passageira perder 2 voos para casamento

A Justiça do Distrito Federal decidiu a favor de uma passageira que não conseguiu embarcar para o casamento de uma amiga, resultando em uma indenização contra a Azul Linhas Aéreas. A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais confirmou, na última quarta-feira (4/11), a condenação da empresa por falhas nos serviços prestados, embora tenha reduzido o valor da indenização de R$ 8 mil para R$ 5 mil.

Problemas nos voos

A consumidora, que havia comprado passagens para um evento de pré-casamento e a cerimônia, enfrentou problemas consecutivos. O voo inicial, programado para seguir para o Aeroporto de Confins em Belo Horizonte, não conseguiu pousar e teve que retornar a Brasília, resultando na perda da conexão para o próximo trecho.

Atrasos e consequências

A companhia aérea ofereceu um novo voo para o dia seguinte, porém esse trajeto também enfrentou complicações. O primeiro trecho teve um atraso significativo de 3 horas e 30 minutos devido à necessidade de manutenção da aeronave, enquanto o horário da conexão permaneceu o mesmo. Isso impossibilitou a chegada a tempo para o casamento, agendado para a tarde.

Responsabilidade da transportadora

Os magistrados da Turma Recursal entenderam que a responsabilidade da Azul não se limitou apenas ao fechamento do aeroporto. A falha operacional da companhia contribuiu para a situação, sendo que a necessidade de manutenção da aeronave foi considerada um “fortuito interno”, ou seja, um risco inerente à atividade da empresa.

A decisão do colegiado foi unânime ao reconhecer que, além das despesas não reembolsadas com passagens, transporte e hospedagem, a passageira também experimentou dor emocional ao perder um evento tão significativo. Mesmo com sua presença no aeroporto em dias consecutivos na tentativa de solucionar a questão, o problema não foi resolvido.

Ao ser questionada sobre o caso, a Azul Linhas Aéreas afirmou que “não comenta casos sub judice”. A decisão judicial reforça a importância do cumprimento das obrigações por parte das companhias aéreas e o impacto que falhas podem ter na vida dos passageiros.

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