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Padrasto é detido após morte de bebê em Samambaia com sinais de violência

João Carlos Pereira da Costa, de 23 anos, é o principal suspeito da tragédia que abalou a comunidade local.

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Padrasto de bebê morta com sinais de violência em Samambaia é preso

Um homem de 23 anos, identificado como João Carlos Pereira da Costa, foi preso na última sexta-feira (6/11) em Samambaia, após a trágica morte de sua enteada, Alice Fraga Delgado de Oliveira, de apenas 1 ano e 3 meses. A criança faleceu em 25 de outubro, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, e apresentava sinais de violência em seu corpo.

Investigação da Polícia Civil

As investigações estão sendo realizadas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 32ª Delegacia de Polícia. A prisão de João Carlos ocorreu dez dias após a morte da criança, que gerou uma onda de repercussão e tristeza na comunidade.

De acordo com familiares, a certidão de óbito da menina revela que a causa da morte foi hemorragia aguda, hemopneumotórax, politraumatismo e ação contundente. As informações levantadas pelos investigadores indicam que a situação da criança já era preocupante antes de sua morte, pois ela havia sido atendida em diversas unidades de saúde.

Contexto da morte de Alice

Alice foi levada ao Hospital Regional de Taguatinga em 13 de outubro, onde foram identificadas lesões em seu corpo. A situação alarmou os profissionais de saúde, que relataram as lesões ao Conselho Tutelar de Samambaia, que solicitou o afastamento da criança da convivência com a mãe, o padrasto e a babá. No entanto, o pedido foi negado pela Justiça três dias antes da morte da menina.

Durante o atendimento na UPA, médicos constataram hematomas em diferentes estágios de evolução, além da parada cardiorrespiratória. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) confirmou que Alice chegou à unidade de saúde com sinais evidentes de violência.

Impacto na comunidade e apoio à família

A morte de Alice gerou grande comoção entre amigos e familiares, que se mobilizaram para arrecadar fundos para o velório e sepultamento, demonstrando o apoio da comunidade. Um familiar, que preferiu não se identificar, mencionou que “foram pessoas que amam a nossa família, que se sensibilizaram e fizeram doações para que ela tivesse aquele velório”.

A tragédia ainda levanta questões sobre a atuação de órgãos de proteção à infância, uma vez que a Justiça não acatou o pedido de afastamento da criança. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) deve ser crucial para o desdobramento do caso, que continua sob investigação pela polícia. A dor e a indignação causadas pela perda de Alice seguem reverberando entre os que a conheceram.

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