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Polícia Civil do DF apreende R$ 280 mil em criptomoedas de esquema ilegal

A operação visa desmantelar um esquema de apostas clandestinas e lavagem de dinheiro que envolve movimentações bilionárias.

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Polícia bloqueou R$ 280 mil em criptomoedas de esquema das "bets do crime"

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) anunciou o bloqueio de R$ 280 mil em criptomoedas durante a Operação Azzardo, realizada nesta quinta-feira (5/11). A operação investiga um esquema de apostas clandestinas e lavagem de dinheiro, que também levou à apreensão de 35 celulares e um carro de luxo em Curitiba (PR).

Detalhes da operação

Os delegados Paulo Francisco Soares Pereira, chefe da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), e Agatha Natasha Santos informaram que uma parte significativa do dinheiro movimentado pelas empresas investigadas era convertida em criptomoedas, dificultando o rastreamento dos recursos. Além do bloqueio das criptomoedas, a Justiça autorizou a paralisação de até R$ 3,48 bilhões em contas bancárias associadas aos suspeitos.

Investigação em andamento

A investigação revelou que a fintech A55 Sociedade de Crédito Direto, localizada na Faria Lima, em São Paulo, foi utilizada para movimentar aproximadamente R$ 1 bilhão em transações financeiras ligadas ao esquema. Os investigadores identificaram que os apostadores enviavam dinheiro para a fintech por meio de dois métodos: pagamentos diretos via Pix ou transferências que passavam por empresas intermediárias.

Empresas de fachada

Além disso, a PCDF descobriu a existência de empresas de fachada registradas em áreas não relacionadas a apostas, como serviços de terapia e comércio de artigos de tarô. Durante uma busca, a polícia encontrou um endereço cadastrado que correspondia a uma padaria, onde o gerente negou qualquer conexão com a empresa suspeita.

Recrutamento para o esquema

Durante a coletiva de imprensa, os investigadores relataram que uma mulher, alvo de um mandado de busca, admitiu ter sido paga para fornecer seus dados pessoais e abrir contas bancárias e CNPJs para o grupo. A delegada Agatha revelou: “Uma pessoa humilde relatou à equipe que compareceu ao local, que foi recrutada por um indivíduo e que havia feito o pagamento de R$ 200, para que ela fornecesse os dados dela e abrisse a conta bancária e também o CNPJ”.

A PCDF também recebeu denúncias de apostadores do DF que não conseguiram retirar os valores ganhos. A polícia orienta aqueles que depositaram em sites de apostas e enfrentam dificuldades para sacar a registrarem boletins de ocorrência nas delegacias locais.

A operação culminou no cumprimento de 52 mandados de busca e apreensão, sendo 26 no Distrito Federal e 26 em estados como São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. Mais de 100 CNPJs associados às empresas investigadas foram bloqueados, reforçando o combate a esse tipo de crime.

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