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Estudo revela que um terço dos bebês diagnosticados com alergia a amendoim pode não ser alérgico

Pesquisa australiana desafia diagnósticos anteriores e sugere nova abordagem para a alergia a amendoim em crianças.

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Um terço dos bebês diagnosticados com alergia a amendoim pode não ter o problema

Uma nova investigação realizada na Austrália revelou que aproximadamente um terço dos bebês que receberam diagnóstico de alergia a amendoim pode, na verdade, não ser alérgico. Este dado significativo foi publicado no periódico The Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice e pode impactar a forma como os médicos abordam essa condição em crianças.

A importância do diagnóstico preciso

A alergia ao amendoim é uma das mais comuns entre crianças, com uma prevalência de cerca de 2% em países como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. Na Austrália, essa taxa se eleva para aproximadamente uma em cada 30 crianças. A pesquisa analisou dados de 1.275 bebês com menos de 18 meses que haviam sido diagnosticados com alergia ao amendoim entre 2024 e 2025, considerando o histórico de reações e testes cutâneos.

Teste de provocação oral traz novos resultados

Dentre os 1.275 bebês, 778 participaram de um teste de provocação oral, onde tiveram a ingestão de doses crescentes de proteína de amendoim monitorada por uma equipe médica. O teste revelou que 271 desses bebês, ou seja, cerca de 35%, não apresentaram reações alérgicas, o que levanta questionamentos sobre a precisão dos diagnósticos iniciais.

Limitações dos testes convencionais

Os pesquisadores apontam que os métodos tradicionais de teste podem não refletir com precisão o estado imunológico das crianças, já que o sistema imunológico dos bebês ainda está se desenvolvendo. A pesquisa sugere que muitos exames podem indicar apenas uma sensibilização ao alimento, e não uma alergia verdadeira. Além disso, é possível que algumas crianças tenham superado a alergia entre o diagnóstico e o teste realizado meses depois.

Abordagem de imunoterapia e resultados positivos

Os bebês que apresentaram reações alérgicas durante o teste foram submetidos a um programa de imunoterapia oral com amendoim, consumindo pequenas quantidades diárias do alimento para aumentar a tolerância. Impressionantes 97,5% conseguiram iniciar o tratamento na dose definida pelo teste.

A necessidade de protocolos atualizados

Os autores da pesquisa defendem a realização do teste de provocação oral antes da imunoterapia, argumentando que isso pode evitar tratamentos desnecessários. “Embora os testes de provocação oral não sejam realizados rotineiramente antes da imunoterapia, eles podem evitar tratamentos desnecessários”, afirmaram os pesquisadores no estudo.

Conclusão

Os resultados deste estudo têm implicações significativas para a avaliação da alergia ao amendoim em bebês, sugerindo que o teste de provocação oral se torne uma prática padrão na avaliação de casos diagnósticos. Essa mudança pode levar a uma abordagem mais eficaz e segura no tratamento de alergias alimentares na infância.

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