O cineasta Wagner de Assis traz à Brasília a exibição do filme “As irmãs Fox”, marcada para este sábado (7/11) às 19h30, na sede da Federação Espírita Brasileira (FEB). O longa aborda a vida de Kate, Leah e Maggie Fox, responsáveis por popularizar o espiritualismo moderno no século 19, em Hydesville, Nova York.
Um olhar universal sobre a espiritualidade
Wagner de Assis explica que seu trabalho é profundamente influenciado por suas experiências diárias. “Para além da matéria, há o humano espiritual. Então, eu me alimento do que eu vivo no dia a dia e tento fazer com que isso esteja refletido no meu trabalho”, afirma. O diretor ressalta que o filme é acessível a todos, sem se limitar a uma única doutrina, apresentando a dura realidade das protagonistas. A escolha de filmar em inglês foi feita para garantir a qualidade do enredo, dado o contexto norte-americano da história.
Produção e ambições internacionais
Com um orçamento de cerca de US$ 1,5 milhão, “As irmãs Fox” conta com um elenco de atrizes talentosas, como Jamie Hughes, Marie McHugh e Sionne Elise. A Cinética, produtora de Wagner, busca expandir o alcance do filme para mercados internacionais, além de negociações para exibição em streaming no Brasil. O lançamento nacional contará com a parceria da Buena Vista e da Film Connection.
Impacto no público e na crítica
Wagner observa que o filme é direcionado tanto ao público familiar com experiências espirituais, quanto aos amantes do bom cinema e de histórias inspiradoras. “Por um lado, há o público que conhece, gosta, curte e comparece. Não é um tema específico do espiritismo, mas abrange diversas religiões”, explica. O cineasta também se prepara para lançar “Nosso Lar 3 – Vida eterna”, previsto para 21 de janeiro de 2027, que traz uma nova abordagem sobre a espiritualidade.
Repercussão e reconhecimento das irmãs Fox
Sobre a recepção do filme nos Estados Unidos, Wagner destaca que a história das irmãs Fox foi muitas vezes ignorada. Ele vê o filme como uma “reparação histórica”, ressaltando a importância dessas mulheres para o movimento espiritualista. “Olha como a América era um país devotado de uma certa maneira à espiritualidade, e que se perdeu”, reflete.
Desmistificando a espiritualidade
Wagner esclarece a diferença entre espiritualismo e espiritismo, explicando que o primeiro surge de fenômenos espirituais, enquanto o segundo é um estudo codificado por Allan Kardec. Ele menciona que, embora existam confusões e críticas em relação à mediunidade, como no caso de João de Deus, isso não deve deslegitimar a espiritualidade em si.
Estética e narrativa no cinema espiritualista
O cineasta acredita que a abordagem estética é fundamental para transmitir as mensagens de seus filmes. “Irmãs Fox” apresenta uma fotografia que reflete o contexto histórico da época, enquanto outros projetos, como a franquia “Nosso Lar”, exploram a vida após a morte de maneira diferente.
Por fim, Wagner de Assis destaca que suas escolhas na cinematografia são guiadas por histórias que abordam as complexidades da vida e da espiritualidade, sempre com o objetivo de contar narrativas ricas e significativas.






