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Novos diplomatas indígenas e quilombola são empossados no Itamaraty

Turma conta com 27 representantes de minorias, destacando-se pela diversidade e inclusão no serviço diplomático brasileiro.

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Diplomatas indígenas e quilombola tomam posse no Itamaraty; turma tem 27 representantes de minorias

Nesta quarta-feira (4), o Ministério das Relações Exteriores deu boas-vindas a três novos diplomatas, entre eles, dois indígenas e uma mulher quilombola, marcando um avanço significativo na diversidade do corpo diplomático brasileiro.

Inclusão e diversidade na diplomacia brasileira

Os novos diplomatas, juntamente com outros 57 aprovados, foram selecionados no último Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD). Este ano, pela primeira vez, o edital reservou vagas específicas para candidatos indígenas e quilombolas, refletindo um compromisso com a inclusão. A nova turma totaliza 60 diplomatas, dos quais 27 pertencem a grupos historicamente marginalizados, incluindo 17 negros, sete pessoas com deficiência, duas indígenas e uma quilombola.

Participação feminina e representatividade regional

Esta turma também se destaca pela maior participação feminina já registrada no Instituto Rio Branco e no Itamaraty, com 45% de suas integrantes sendo mulheres. Além disso, todos os estados brasileiros estão representados, reforçando a diversidade geográfica do grupo. O salário inicial para os diplomatas é de R$ 22.558.

Cerimônia de posse e discursos inspiradores

A cerimônia de posse ocorreu no Palácio Itamaraty e contou com a presença da embaixadora Maria Laura da Rocha, ministra substituta das Relações Exteriores, do ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e da ministra da Igualdade Racial, Rachel de Oliveira. O escritor Ailton Krenak, primeiro indígena na Academia Brasileira de Letras, proferiu um discurso inspirador durante o evento.

Os novos diplomatas, Idjahure Achkar de Mendonça Pinto, Marcelo Kariri Meneses e Helen Jaine Gomes Borgens, representam uma nova era de inclusão na diplomacia brasileira, refletindo a rica diversidade cultural do país e a importância de vozes historicamente sub-representadas. Com suas trajetórias únicas, eles se juntam a um esforço crescente para garantir que a diplomacia brasileira reflita a pluralidade da sociedade.

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