Em um movimento significativo, o governo do Distrito Federal protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (5), solicitando que o Banco Regional de Brasília (BRB) e a própria administração do DF sejam reconhecidos como vítimas no inquérito que investiga as fraudes no Banco Master.
Pedido de restituição de valores
No documento apresentado, a Procuradoria-Geral do DF argumenta que os recursos obtidos por meio de práticas ilícitas devem ser direcionados à compensação das vítimas, que, neste caso, inclui o próprio governo do Distrito Federal. Além disso, o governo busca a transferência dos mais de R$ 2,2 bilhões que estão bloqueados nas contas de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que se encontra detido preventivamente devido à investigação.
Contexto da investigação
Os procuradores afirmam que, apesar de Henrique Vorcaro não ter uma relação direta com as operações do BRB, ele faz parte de uma “rede criminosa distribuída”. Assim, a restituição dos valores poderia ser utilizada para compensar qualquer vítima do esquema, sem a necessidade de um rastreamento detalhado de cada real desviado.
Além disso, a Procuradoria-Geral do DF destaca os efeitos negativos da crise do BRB sobre os beneficiários dos programas sociais do governo, ressaltando a importância de garantir a saúde financeira da instituição. Henrique Vorcaro está preso desde maio, sendo suspeito de fazer parte de um suposto núcleo de coerção e intimidação relacionado às investigações.
Impacto da crise do BRB
A crise que afeta o Banco de Brasília (BRB) foi desencadeada por negociações e operações mal-sucedidas com o Banco Master. Em março de 2025, o BRB anunciou sua intenção de adquirir uma parte da instituição privada, mas a situação se complicou. No final de outubro, a Polícia Federal já havia indiciado 15 suspeitos de envolvimento em práticas ilegais, incluindo Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, além de outros diretores do banco público.
Como acionista controlador do BRB, o governo do Distrito Federal tem a responsabilidade de assegurar que a instituição cumpra as normativas do sistema financeiro e mantenha níveis adequados de capital, de modo a preservar a confiança dos cidadãos e a integridade das operações financeiras no DF.






