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Damares Alves comparece ao velório de menina brutalmente assassinada no DF

Senadora manifesta apoio à família da vítima e critica violência contra crianças em vídeo nas redes sociais.

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Damares vai a velório de menina morta por padrasto no DF e faz desabafo

A senadora Damares Alves (Republicanos) esteve presente, nesta quinta-feira (5/11), no enterro de Ísis Gabrielly Lemos Nascimento, uma menina de apenas 2 anos que foi morta pelo padrasto em Novo Gama, Goiás. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Damares expressou seu pesar e questionou a crescente quantidade de casos de violência contra crianças no país.

Tragédia e sinais de violência

Ísis foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em estado crítico, apresentando parada cardiorrespiratória e evidências de agressão. A equipe médica relatou que a criança tinha múltiplas lesões e hematomas, sugerindo um histórico de violência doméstica. O padrasto, Felipe de Souza Neckel da Silva, de 23 anos, foi preso em flagrante e, segundo Damares, deverá responder sob a nova legislação que aumenta a pena para crimes dessa natureza.

Compromisso com a justiça

Durante sua declaração, a senadora ressaltou que a legislação aprovada em 2026 prevê uma pena de até 40 anos de prisão para abusadores de crianças. Damares enfatizou que a nova lei se aplica ao caso do padrasto, que também possui um histórico criminal, incluindo uma acusação recente de estupro de vulnerável. Ela declarou: “Mas eu estou passando aqui para dizer a esse agressor que nós mudamos a lei. Esse crime aqui já é sobre a nova lei: 40 anos de prisão sem direito a saidinha.”

Lamentações e reflexões

A senadora também fez um apelo emocional, pedindo desculpas à menina por não ter conseguido intervir antes. “Eu pedi perdão a Ísis Gabrielly. Eu não vim no aniversário dela, eu não vim no Natal, eu não vim no dia da criança, eu vim no funeral dela,” lamentou Damares. Ela concluiu com um alerta para as famílias sobre a importância de observar os sinais de que as crianças possam estar em perigo.

Investigação em andamento

A morte de Ísis está sendo investigada pela Polícia Civil de Goiás, que também conduziu a mãe da criança para prestar esclarecimentos. O tenente-coronel da PMGO, Ricardo Edson, relatou que o padrasto alegou que a menina teria caído durante um banho, uma versão que diverge do que foi constatado pelos médicos. A avó da criança, Klinger de Oliveira, manifestou preocupação sobre a relação entre a mãe e o padrasto, afirmando que notou hematomas na neta dias antes da tragédia.

A situação levanta questões sobre a eficácia das redes de proteção às crianças no Brasil e a urgência de medidas mais rigorosas para evitar que casos como o de Ísis se repitam.

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