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Polícia Civil usa disfarce para prender foragido por homicídio brutal

Operação Disguise capturou homem acusado de homicídio e tentativa de assassinato em Itapoã, no Distrito Federal.

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Policiais disfarçados de engenheiros prendem foragido por homicídio brutal

Uma ação inovadora da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) resultou na captura de um homem foragido, acusado de um homicídio brutal e de uma tentativa de assassinato, no Itapoã, na manhã de 5 de novembro. Para conseguir prender o suspeito, que estava refugiado em uma chácara na zona rural de Sobradinho, os policiais se disfarçaram de engenheiros de telecomunicações, permitindo a entrada na propriedade sem levantar suspeitas.

Detalhes do crime brutal

O crime ocorreu na madrugada de 1 de agosto de 2026, próximo à Fazenda Velha, em Itapoã. Investigadores da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), sob a liderança do delegado Erick Sallum, apuraram que o crime foi motivado por desavenças relacionadas a dívidas. O acusado, portando uma faca, atacou duas vítimas. A primeira sofreu múltiplas facadas, necessitando de internação hospitalar, enquanto a segunda foi brutalmente agredida na cabeça com um pedaço de madeira, mesmo após cair ao chão. A gravidade das lesões foi tão intensa que a vítima teve seu rosto desfigurado, sendo identificada apenas por meio de exames de impressões digitais. A segunda vítima sobreviveu após receber atendimento médico.

Estrategia de captura

Após o crime, o foragido deixou o local, esquecendo seu celular. Inicialmente, as investigações indicavam uma possível fuga em direção a Roraima. Contudo, o trabalho da Seção de Investigação de Crimes Violentos (SIC-VIO) da 6ª DP localizou o suspeito em uma chácara isolada, próxima à DF-250, no Núcleo Rural Sobradinho de Melo. Dada a dificuldade de acesso e o risco de fuga, os agentes optaram por uma abordagem disfarçada. Vestidos como engenheiros, conseguiram se aproximar da residência sem levantar suspeitas, e, no momento certo, realizaram a prisão em cumprimento a um mandado judicial.

Consequências e penalidades

Após ser conduzido à delegacia, o homem confessou os crimes durante o interrogatório. Ele será processado por homicídio qualificado consumado e homicídio qualificado tentado, podendo enfrentar penas que somadas chegam a 45 anos de prisão. Além disso, uma mulher que ajudou o suspeito a se esconder também foi indiciada por favorecimento pessoal.

A ação da PCDF ressalta o comprometimento das forças de segurança no enfrentamento à criminalidade violenta, enfatizando que tentativas de fuga não asseguram a impunidade para os criminosos.

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