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São Paulo registra 67 novos casos de mpox desde outubro

Com 300 diagnósticos confirmados, a capital paulista concentra a maioria dos casos da doença em 2026.

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Mpox: São Paulo confirma mais 67 casos da doença desde o início de outubro

São Paulo viu um aumento significativo no número de casos de mpox, com 67 novas confirmações desde o início de outubro, totalizando 300 registros da doença até agora, sem nenhuma ocorrência de óbito.

Aumento de infecções na capital paulista

Os dados, disponibilizados pela Secretaria Estadual da Saúde, indicam que a capital é a mais afetada, com 197 dos 300 casos confirmados. A plataforma Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde monitora a situação, e a secretaria continua a realizar exames laboratoriais e a rastrear possíveis transmissões.

A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, destacou que a vigilância se mantém ativa: “Seguimos monitorando o cenário epidemiológico e orientando os serviços de saúde para que estejam preparados para identificar e notificar rapidamente qualquer suspeita”.

Características e sintomas da mpox

A mpox pode afetar indivíduos de qualquer idade e sexo, sendo que crianças, gestantes e pessoas com sistemas imunológicos comprometidos são mais suscetíveis a formas graves da doença. O período de incubação da infecção varia de seis a 13 dias, podendo chegar até 21 dias, com sintomas que duram entre duas a quatro semanas.

Os principais sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e cansaço, além do aumento dos linfonodos, especialmente nas regiões do pescoço, axilas e virilha. As lesões cutâneas, que iniciam como manchas avermelhadas e evoluem para bolhas e crostas, são uma das principais manifestações, podendo ser dolorosas e aparecer em diversas partes do corpo.

Vacinação contra a mpox

Em resposta ao aumento de casos, o Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox, visando reforçar os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS). A doença também está em ascensão no Rio de Janeiro, e o governo federal tem monitorado a situação nacional.

Em 2026, o Brasil registrou 665 casos de mpox, uma queda de 94% em relação a 2022, quando foram contabilizados 10.821 casos. Apesar dessa redução, a disponibilidade de vacinas é considerada crucial para lidar com possíveis surtos.

A vacinação no SUS é priorizada para pessoas vivendo com HIV/Aids que possuem uma contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células por milímetro cúbico, indicando um risco elevado de desenvolver formas graves da doença.

A situação da mpox em São Paulo e no Brasil destaca a importância do monitoramento constante e da vacinação para prevenir novas infecções e proteger a saúde da população.

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