Em sua passagem pelo Uruguai, Papa Leão contou com a presença de aproximadamente 40 mil pessoas, que enfrentaram uma noite chuvosa na fronteira entre Uruguai e Argentina, para ouvi-lo falar sobre a superação de divergências em uma região marcada por divisões políticas intensas. A viagem do pontífice, que se estende por 12 dias e inclui três países, abrange cerca de 750 km entre Montevidéu e Paysandú, um importante polo econômico uruguaio.
Primeira missa na cidade de Paysandú
Leão fez história ao ser o primeiro papa a visitar Paysandú, local escolhido pelo Vaticano para sua primeira missa na América do Sul, devido à sua acessibilidade para peregrinos de toda a região. A multidão, que se reuniu em um grande parque, aplaudiu e fez barulho com buzinas ao vê-lo passar em um papamóvel, apesar dos ventos fortes.
Construindo pontes para a união
Durante seu sermão, o papa fez uma analogia com a Ponte Internacional General Artigas, que liga os dois países, ressaltando os benefícios de construir conexões. “Não é difícil imaginar os benefícios que uma ponte traz: abertura, comunicação e intercâmbio. É por isso que é tão importante sermos construtores de pontes!”, afirmou. “Esta é a vocação para a qual todos nós somos chamados: construir pontes, fortalecer laços, unir, comunicar.”
Recepção calorosa em Montevidéu
Após uma vigília noturna no Estádio Centenário, onde foi recebido por uma multidão de cerca de 100 mil pessoas, Leão foi aclamado com gritos de amor e carinho dos fiéis. Mathias Franco, um jovem presente no evento, expressou sua surpresa com a grande adesão, especialmente em um país com uma forte tradição secular, onde apenas um terço da população se identifica como católica.
Desafios sociais e apelo à solidariedade
O papa, que se recupera de uma cirurgia de câncer de pulmão, destaca a importância de enfrentar os desafios sociais da região. Durante sua visita a Casavalle, um bairro marcado pela violência e tráfico de drogas, Leão escutou as histórias dos moradores e incentivou a comunidade a agir contra a apatia diante da pobreza. “Não podemos ignorar as muitas pessoas ao nosso redor que estão sofrendo”, disse ele, enfatizando a necessidade de ajuda aos necessitados.
Um chamado à esperança
Pablo Coimbra, pastor de uma igreja local, destacou a importância da visita do papa para revitalizar a esperança em uma comunidade muitas vezes esquecida pelas autoridades. O pontífice encerrará sua passagem pelo Uruguai neste domingo e seguirá para a Argentina, onde se encontrará com o presidente Javier Milei, em meio a um contexto político complexo e desafiador. Essa visita é vista como uma oportunidade de unir e fortalecer os laços entre os países sul-americanos.






