A morte de um jovem de 14 anos, aluno do Colégio Católica Brasília, em Taguatinga, levantou preocupações sobre a gestão da escola em relação ao bullying. A família do estudante, Davi Helou Bernardes Mota, afirma que ele enfrentava constantes ofensas e perseguições por parte de colegas, culminando em um ato trágico.
Denúncias de negligência escolar
Os pais de Davi decidiram buscar ajuda do Conselho Tutelar e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) devido ao que consideram uma resposta inadequada da escola às situações de bullying. Segundo Aline Helou, mãe do adolescente, a família já havia alertado a instituição sobre os problemas enfrentados por Davi desde 2025. Ela relatou que, em uma conversa recente com os educadores, deixou claro que, se a situação persistisse, tomariam medidas legais contra a escola e os responsáveis pelos agressores.
Falta de ação da escola
Aline mencionou que a resposta da escola foi insatisfatória. “E a gente teve de retorno, que eles não tinham muito o que fazer, que eles conheciam o menino e que ele era realmente problemático, que ele era líder de uma gangue da sala, que fazia esse tipo de coisa com outros alunos”, revelou a mãe, descrevendo a frustração diante da aparente inércia da instituição.
A posição do Colégio Católica Brasília
Em nota, a escola se defendeu, afirmando que “desenvolve ações permanentes de prevenção ao bullying, promoção da saúde emocional e valorização da vida, por meio de projetos pedagógico-pastorais, atividades de conscientização e formação continuada dos educadores.” A instituição também declarou que estava ciente das situações de bullying e que adotou medidas de acolhimento e acompanhamento, embora reconheça que o enfrentamento desse problema exige melhorias contínuas.
Clamor por justiça
Aline expressou sua dor e desejo de justiça pela morte do filho, que agora é investigada pelo MPDFT. “Há uma semana o meu filho me deixou. A dor que ele passou foi tão profunda, que ele achou que não conseguiria viver. Ele não foi capaz de pedir ajuda, de pedir socorro. E eu perdi, talvez a parte mais preciosa da minha vida”, lamentou a mãe.
Buscando ajuda
É fundamental que as pessoas que enfrentam situações semelhantes busquem apoio profissional. O Ministério da Saúde recomenda o acesso a CAPS e Unidades Básicas de Saúde, além de serviços de emergência como UPA 24h e SAMU 192. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento emocional gratuito pelo telefone 188, disponível 24 horas por dia. Para mais informações, é possível acessar o site www.cvv.org.br.
A tragédia envolvendo Davi traz à tona a importância de um ambiente escolar seguro e acolhedor, além de reforçar a necessidade de ações efetivas contra o bullying nas instituições de ensino.






