Com a aproximação do Natal, o comércio em Brasília começa a se aquecer, com lojas se preparando para receber clientes em busca de decorações festivas. Em Taguatinga, a proprietária da Cei Norte Decorações, Cremilda Zerneri, já está à frente do planejamento, comprando produtos desde outubro do ano anterior. Os itens vêm de diversos lugares, como São Paulo, Alemanha e China. Cremilda destaca que o trabalho em torno do Natal é contínuo: “Trabalhamos no Natal o ano todo, termina um e já começa o outro.”
Expectativa de crescimento nas vendas
Zerneri acredita que, após um ano eleitoral conturbado, as vendas de decorações para as festas de fim de ano devem crescer em 20% em relação ao Natal de 2025. “Foi um ano eleitoral, com muito conflito, então, o comércio estava bem devagar, mas passou a política e agora ele alavancou”, comemora a lojista. Para atender a todos os públicos, ela oferece três linhas de produtos: popular, média e alta.
Desafios enfrentados pelo comércio
Entretanto, o comércio não está isento de desafios. As enchentes ocorridas na China, Nepal e Tibete em agosto de 2026 impactaram a produção de itens como fitas e renas, causando atrasos no fornecimento. Apesar das adversidades, a loja contratou 50 funcionários temporários para garantir um atendimento adequado à demanda crescente de clientes, como a funcionária pública Fátima Gonçalves, que já se considera “a louca do Natal”.
Anticipação nas compras e decorações
Outra loja, a Stock Lar, localizada na Asa Norte, começou a vender enfeites de Natal em setembro, ampliando seu horário de funcionamento para atender à demanda. A proprietária, Ailce Miranda, relata que há clientes perguntando sobre produtos natalinos desde agosto. As compras para a temporada são realizadas em grande parte em janeiro. “Nossas compras são feitas 70% em janeiro e o restante em maio”, explica Ailce.
As preferências dos consumidores também influenciam as vendas. Este ano, a loja aposta em produtos com padrões xadrez em azul e vermelho, além da cor marsala, que está em alta. Muitas pessoas, como a analista de sistemas Márcia Amaro, visitam a Stock Lar em busca de itens para suas decorações natalinas, já contando com o clima festivo em casa. “Para mim, Natal é família”, afirma.
Otimismo para o comércio local
Nos grandes centros comerciais, a expectativa é igualmente positiva. Augusto Brandão, superintendente do Pátio Brasil Shopping, acredita que a combinação da Black Friday e do Natal aumentará o fluxo de consumidores. “Sabemos que esse é um período importante para a geração de empregos e renda”, destaca. Além disso, o shopping inaugurou sua decoração natalina no último sábado, atraindo visitantes com atrações interativas e a presença do Papai Noel.
Por fim, o Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista) projeta um crescimento de 6,4% nas vendas de Natal no Distrito Federal em relação ao ano anterior. “Roupas, calçados, objetos de decoração e brinquedos serão os presentes mais vendidos”, antecipa Sebastião Abritta, presidente do Sindivarejista. As previsões apontam também para a criação de 4,7 mil vagas temporárias, refletindo um aumento na confiança do consumidor e na economia local.






