A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deu início à segunda fase da Operação Bafo, voltada para investigar um esquema de estelionato que resultou na movimentação de R$ 280 mil por meio de fraudes associadas à venda de álbuns e figurinhas da Copa do Mundo de 2026. A operação, realizada na manhã desta quinta-feira (5/11), abrange mandados de busca e apreensão, além de prisões temporárias.
Detecção do esquema fraudulento
As investigações começaram em fevereiro de 2026, quando uma residente de Taguatinga denunciou ter sido enganada ao adquirir um kit de pré-venda do álbum em um site que imitava a loja oficial da Panini, pagando R$ 97 via Pix, mas nunca recebendo o produto. Essa denúncia levou à identificação de 16 casos semelhantes, sugerindo a existência de uma rede criminosa operando por meio de páginas fraudulentas na internet.
Movimentações financeiras suspeitas
A análise dos dados financeiros revelou transações incomuns, com cerca de R$ 280 mil convertidos em ativos virtuais em um curto período. Os mandados da operação estão sendo cumpridos em várias cidades, incluindo Mogi das Cruzes (SP), São Paulo (SP) e Curitiba (PR), com o intuito de coletar informações e evidências em dispositivos eletrônicos apreendidos.
Métodos utilizados pelos criminosos
Os investigadores notaram que os suspeitos empregaram métodos para ocultar a movimentação financeira, dificultando o rastreamento dos valores obtidos com as vendas fraudulentas. A continuidade das investigações visa identificar todos os envolvidos no esquema, incluindo a criação e administração dos sites falsos.
Consequências legais
Os suspeitos poderão enfrentar acusações por estelionato eletrônico e formação de quadrilha, com a possibilidade de surgirem outros crimes à medida que as investigações avançam. A operação da PCDF destaca a importância de vigilância em transações online, especialmente em épocas de grandes eventos esportivos, onde fraudes como essa se tornam mais frequentes.
A ação da polícia não apenas busca responsabilizar os envolvidos, mas também proteger futuros consumidores de fraudes semelhantes.






