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Pai de bebê morta após prisão de padrasto busca justiça

A defesa do pai de Alice Fraga Delgado destaca a importância da prisão do suspeito, revelando detalhes sobre a investigação.

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Defesa de pai de bebê morta após prisão de padrasto: “Passo rumo à verdade”

A prisão do padrasto da pequena Alice Fraga Delgado, de apenas 1 ano e 3 meses, foi vista pela família paterna como um passo significativo na busca pela verdade sobre a morte da menina. João Carlos Pereira da Costa, de 23 anos, foi detido na última sexta-feira (6/11), 12 dias após o falecimento da criança, que ocorreu em 25 de outubro.

Investigação e evidências

Em nota divulgada pelas advogadas Ariane Rodrigues Silva e Luciana Villaça Ros, a defesa do pai parabenizou o trabalho da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em especial a equipe da 32ª DP, pela condução das investigações. A nota afirma que a defesa atuará como acusação no processo, ressaltando a gravidade das circunstâncias que cercam a morte de Alice.

A menina foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em estado crítico, apresentando sinais de violência e parada cardiorrespiratória. O laudo de óbito indica causas como hemorragia aguda, hemopneumotórax e politraumatismo, além de hematomas em diferentes estágios de evolução, sugerindo agressões repetidas.

Contexto da situação

Três dias antes do falecimento, o Conselho Tutelar havia solicitado o afastamento de Alice de sua mãe, padrasto e babá, conforme a Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022). No entanto, o pedido foi negado pela Justiça. A defesa do pai da criança enfatizou a importância de esclarecer todas as circunstâncias que precederam a morte, incluindo a responsabilidade de qualquer um que tenha contribuído para o trágico resultado, seja por ação ou omissão.

Próximos passos da defesa

O pai de Alice manifestou a intenção de se habilitar como assistente de acusação, o que permitirá a participação ativa na ação penal ao lado do Ministério Público. Essa condição possibilita a apresentação de provas, solicitação de diligências e participação em audiências. A defesa aguarda ainda a conclusão do laudo de exame cadavérico realizado pelo Instituto de Medicina Legal (IML), que pode ser determinante para o desfecho do caso.

Por fim, a família expressou agradecimento a todos que se solidarizaram com a perda e ajudaram financeiramente nos preparativos do velório e sepultamento da menina. O pai optou por não dar entrevistas neste momento, focando na busca pela justiça para sua filha.

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