O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na última sexta-feira (6/11) a delação premiada de João Carlos Mansur, que é o fundador da Reag Investimentos. O banqueiro está sendo investigado por sua suposta participação em fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master, alvo de investigações da Polícia Federal desde janeiro deste ano, quando ocorreram buscas e apreensões em sua residência.
Investigação sob a operação Compliance Zero
A ação da Polícia Federal faz parte da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. Essa operação também analisa a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), uma entidade pública do Distrito Federal. A delação de Mansur foi inicialmente apresentada à Procuradoria-Geral da República (PGR) por sua defesa e agora foi homologada por Fachin.
Informações valiosas e patrimônio oculto
Fontes indicam que Mansur possui informações cruciais sobre a localização de bens e recursos que somam cerca de R$ 20 bilhões, atribuídos a Vorcaro, que atualmente se encontra preso em Brasília. Esses ativos estariam ligados não apenas ao patrimônio do banqueiro, mas também a valores transferidos para contas no exterior.
A liquidação da Reag Investimentos
A Reag Investimentos foi liquidada pelo Banco Central devido a “graves violações” das normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Assim como a Reag, o Banco Master também enfrentou a mesma medida da autoridade monetária, evidenciando a gravidade das irregularidades que vêm sendo investigadas.
A homologação da delação de Mansur pode trazer novas revelações sobre o esquema de fraudes e contribuir para o avanço das investigações em curso, ampliando o entendimento sobre o cenário financeiro envolto em irregularidades no Brasil.






