A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta quinta-feira (5/11), um homem acusado de comercializar ilegalmente “microdoses” de ayahuasca pela internet. A ação foi parte da Operação Desvio Ritual, que visa desmantelar um esquema de produção e distribuição da substância em várias regiões do Brasil, inclusive na capital federal.
Operação Desvio Ritual
A operação, que contou com a colaboração da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), teve como foco o desmantelamento de uma rede que operava a venda de ayahuasca, uma bebida psicoativa que contém DMT, substância proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As remessas eram enviadas a partir de Palhoça (SC) para diversas partes do país.
Como funcionava o esquema
Conforme a investigação, o acusado utilizava um CNPJ e frequentemente se apresentava como fornecedor de produtos voltados ao uso espiritual ou terapêutico. Ele atraía clientes através de aplicativos de mensagens e redes sociais, redirecionando-os para canais privados onde realizava as vendas. O homem comercializava a substância em frascos que variavam de 80 ml a 1 litro, enviando as encomendas em embalagens que não revelavam o conteúdo, com rótulos genéricos para evitar a detecção durante o transporte.
Interceptação e apreensão
Durante a investigação, a Gerência de Segurança Corporativa dos Correios no DF interceptou remessas de ayahuasca no Centro de Distribuição dos Correios. O material apreendido foi enviado à PCDF, que confirmou a relação das encomendas com o esquema criminoso identificado na Operação Desvio Ritual. A análise realizada pelo Instituto de Criminalística da PCDF detectou a presença de DMT nas substâncias.
Consequências legais
Além da prisão do homem, a operação resultou na execução de dois mandados de busca e apreensão, bem como um mandado de prisão preventiva. As ações também incluíram o congelamento de bens e ativos financeiros do investigado, a extinção do seu CNPJ e o bloqueio dos perfis utilizados nas vendas.
A ayahuasca, originária da Amazônia, é conhecida por provocar intensas alucinações e alterar a percepção sensorial. A prisão deste homem destaca a atuação das autoridades no combate ao tráfico de substâncias psicoativas e reforça a necessidade de vigilância em torno da venda de produtos que podem gerar riscos à saúde pública.






