Um lutador de jiu-jítsu, identificado como Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, foi preso em flagrante após agredir brutalmente uma mulher em um elevador na Tijuca, no Rio de Janeiro, na última quinta-feira (5/11). Durante o ataque, ele desferiu cerca de 35 golpes, incluindo socos, cotoveladas e um golpe de estrangulamento conhecido como mata-leão.
Detalhes do ataque
As agressões, que duraram aproximadamente três minutos, começaram enquanto a vítima estava em pé. Após sofrer o mata-leão, ela caiu no chão e continuou sendo alvo de socos e chutes por parte do agressor, mesmo inconsciente. Imagens das câmeras de segurança mostram também a presença de dois cães no elevador, que tentaram proteger a mulher durante a brutalidade.
Contexto da agressão
O tumulto teve início na residência de Lucas, onde vizinhos relataram gritos e brigas, levando-os a chamar a polícia. A situação rapidamente se intensificou, com o lutador invadindo apartamentos próximos e ameaçando moradores, dizendo que iria “matar todos do prédio”. Uma das vizinhas conseguiu escapar com sua família, mas Lucas agrediu uma senhora de 65 anos em outro apartamento, que permanece internada.
Uma terceira mulher, ao ouvir os gritos da vítima, foi ao seu socorro e acabou sendo atacada por Lucas, que a agrediu de forma brutal. O elevador ficou ensanguentado após o ataque.
Reação da polícia
Policiais do 6º BPM (Tijuca) foram acionados para atender a uma ocorrência de lesão corporal, e durante a abordagem, Lucas entrou em confronto com um dos agentes, resultando em um disparo acidental que o atingiu na perna. Tanto ele quanto as vítimas foram levados ao Hospital Municipal Souza Aguiar.
Investigação e consequências legais
A Polícia Civil iniciou as investigações imediatamente após o registro da ocorrência, coletando depoimentos e imagens de segurança. Devido à gravidade dos fatos, foi solicitado um mandado de prisão temporária, que foi concedido. Lucas foi preso nas primeiras horas da manhã da sexta-feira (6/11) e agora enfrenta acusações de tentativa de feminicídio, ameaças, invasão de domicílio, lesão corporal e resistência.
Após o procedimento formal, ele foi transferido para o Presídio de Benfica, onde permanece à disposição da Justiça. O caso levanta preocupações sobre a violência de gênero e a segurança em condomínios residenciais.






