O cineasta italiano Tinto Brass, famoso por sua contribuição ao cinema erótico com filmes como “Calígula”, faleceu nesta quarta-feira, 4 de novembro, aos 93 anos em Roma. A notícia foi confirmada pela família em um comunicado oficial, que mencionou que o diretor estava lutando contra uma grave infecção sistêmica.
Uma carreira marcada pelo erotismo e pela controvérsia
Brass se destacou internacionalmente com suas produções que não apenas exploravam o erotismo, mas também desafiavam normas sociais e morais. Entre suas obras mais notáveis estão “Salon Kitty” (1976), que retrata um bordel de luxo em Berlim durante a era nazista, e “Calígula” (1979), que se tornou um marco por suas cenas explícitas de sexo e violência, resultando em sua proibição em diversos países.
Vida pessoal e legado
Nascido Giovanni Brass em 26 de março de 1933, em Milão, o cineasta adotou o nome “Tinto” ainda na infância, inspirado pelo pintor Tintoretto. Ele começou sua trajetória no cinema frequentando a Cinemateca de Paris durante o movimento da Nouvelle Vague e trabalhou como assistente de Roberto Rossellini em “O General della Rovere” (1959). Brass teve dois filhos, Beatrice e Bonifacio, com a roteirista Carla Cipriani, sua parceira por muitos anos. Após a morte dela em 2006, o cineasta se casou em 2017 com Caterina Varzi, que esteve ao seu lado até o fim da vida.
Desafios de saúde e reconhecimento
Em 2010, Tinto Brass sofreu uma hemorragia cerebral que exigiu um longo período de reabilitação. Apesar das dificuldades de saúde, ele foi agraciado em 2026 com o Prêmio Pietro Bianchi, uma honraria concedida pela União Nacional de Jornalistas de Cinema Italianos. Devido a problemas de saúde, não pôde comparecer ao Festival de Veneza, mas foi representado por sua esposa.
O legado de Tinto Brass no cinema, marcado por sua ousadia e visão única, continua a influenciar cineastas e a desafiar o público até hoje.






