O ministro da Fazenda, Dario Durigan, enfatizou que não existem “fórmulas mágicas” para resolver os desafios econômicos do Brasil. Durante uma coletiva de imprensa, após uma longa reunião no Palácio da Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros ministros e economistas, Durigan garantiu que o governo continuará a honrar os compromissos fiscais e sociais estabelecidos na campanha eleitoral.
Sem medidas específicas em pauta
A reunião, que durou cerca de quatro horas, não resultou em discussões sobre ações concretas. Durigan ressaltou que o foco está em garantir a sustentabilidade das políticas públicas, afirmando que “como a gente está dizendo em melhora, avançar, ter superávit nos próximos anos”, a intenção é reforçar as regras fiscais vigentes. O arcabouço fiscal, aprovado em 2023, estabelece um conjunto de diretrizes para controlar os gastos públicos e evitar um crescimento descontrolado da dívida.
Compromissos e análises futuras
O ministro revelou que, junto com Bruno Moretti, Ministro do Planejamento, avaliará os pontos discutidos na reunião e apresentará propostas ao presidente Lula após sua volta de compromissos internacionais. Durigan destacou a importância de um “método” e “previsibilidade” nas ações do governo, afirmando que “quem investe, quem produz neste país não vai ter, neste governo, nenhum problema, nenhuma dificuldade com relação à previsibilidade”.
Expectativas do mercado
Apesar das declarações de Durigan, o mercado e especialistas aguardam ansiosamente por um plano claro para equilibrar as contas públicas. O ministro indicou que houve “bastante convergência” nas discussões, mas não apresentou novas medidas. Ele reafirmou o compromisso de promover um superávit nos próximos anos e uma melhora contínua nos indicadores sociais e nas contas do governo.
Reações à política monetária
A reunião ocorre em um contexto de críticas internas ao Banco Central, que manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano, em um momento em que aliados de Lula pedem mudanças na política monetária. Economistas alertam para a necessidade de um plano sólido que contenha o crescimento das despesas para garantir a estabilidade econômica, evitando assim um cenário de baixo crescimento e pressões inflacionárias.
Durigan, no entanto, refutou rumores sobre uma possível reunião entre Lula e economistas conhecidos, como André Lara Resende, para discutir a redução da taxa de juros. Ele assegurou que não haverá grandes mudanças na política econômica, mantendo o foco em um compromisso fiscal consistente.






