Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que a implementação de seis medidas específicas pode evitar até 1,6 milhão de mortes todos os anos. Essas ações visam mitigar os impactos das mudanças climáticas e incluem estratégias como alertas de calor, acesso à água potável e melhorias no saneamento básico.
Medidas propostas pela OMS
As iniciativas sugeridas buscam enfrentar problemas críticos que ligam a saúde pública ao meio ambiente, como o calor extremo e a poluição. A OMS estima que, além de salvar vidas, essas medidas poderiam evitar a emissão de 16,67 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa anualmente, representando um impacto significativo na luta contra o aquecimento global.
Seis intervenções fundamentais
As medidas que podem ser adotadas incluem:
1. Sistemas de alerta de calor: Criar mecanismos para antecipar ondas de calor e orientar a população sobre cuidados necessários.
2. Acesso à água potável: Expandir o fornecimento de água segura para comunidades ainda desassistidas, adaptando-se às mudanças climáticas.
3. Saneamento básico: Melhorar a infraestrutura de saneamento para reduzir riscos de doenças, garantindo instalações sanitárias adequadas.
4. Promoção da higiene das mãos: Fomentar a prática de lavar as mãos, contribuindo para a prevenção de doenças como diarreia e pneumonia.
5. Energia mais limpa: Substituir combustíveis poluentes por opções menos nocivas em lares, minimizando a emissão de fumaça.
6. Revisão de subsídios a combustíveis fósseis: Gradualmente eliminar incentivos à produção e consumo de combustíveis poluentes, ajustando a tributação para refletir os custos da poluição.
Impactos significativos na saúde
Entre as seis medidas, a alteração nas políticas de combustíveis fósseis é a que pode salvar mais vidas, com uma estimativa de 1,2 milhão de mortes evitadas anualmente. Isso se deve à redução da poluição do ar, que está associada a uma diminuição nos casos de doenças cardiovasculares, câncer e problemas respiratórios. As outras cinco ações juntas podem evitar cerca de 360 mil mortes por ano.
Benefícios econômicos das intervenções
O relatório também aponta que, considerando os custos de implementação, o investimento necessário para as cinco medidas é de aproximadamente R$ 194,45 bilhões anuais. No entanto, os benefícios líquidos podem alcançar R$ 4,63 trilhões, levando em conta a redução de despesas com saúde e o aumento da produtividade. A OMS ressalta que essas iniciativas podem contribuir para diminuir desigualdades entre diferentes países, especialmente nas nações de renda baixa e média, onde o retorno sobre o investimento é maior.
A adoção dessas medidas representa não apenas uma oportunidade de salvar vidas, mas também de promover um futuro mais sustentável e saudável para todos.






