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Ministério da Saúde adquire 20 mil doses da vacina contra mpox

A nova compra visa reforçar o estoque do imunizante no SUS em um momento de vigilância contínua.

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Ministério da Saúde vai comprar até 20 mil doses da vacina contra mpox

O Ministério da Saúde anunciou a compra de até 20 mil doses da vacina contra mpox, com o objetivo de fortalecer o estoque do imunizante no Sistema Único de Saúde (SUS). Esta ação é considerada preventiva e estratégica, especialmente em um cenário de monitoramento constante da doença.

O que é a mpox?

A mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma infecção viral zoonótica. Os sintomas geralmente se manifestam de duas a quatro semanas após a infecção e podem incluir erupções cutâneas, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e fraqueza. As lesões na pele começam como manchas, progridem para bolhas e podem formar crostas, afetando frequentemente áreas como rosto, mãos, pés, boca e região genital. De acordo com informações do Ministério da Saúde, a maioria dos casos apresenta uma evolução leve a moderada.

Cenário epidemiológico atual

No Brasil, foram registrados 665 casos de mpox em 2026, representando uma queda de 94% em relação ao ano anterior, quando mais de 10 mil casos foram confirmados. Apesar dessa significativa diminuição, a manutenção da vigilância e a disponibilidade de vacinas permanecem essenciais para atender às necessidades dos estados.

A estratégia nacional de imunização foca especialmente em pessoas vivendo com HIV/aids que possuem contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, pois esse grupo apresenta maior risco de desenvolver formas graves da doença. Esses indivíduos são orientados a procurar centros de referência onde já realizam acompanhamento para se cadastrarem e agendarem a vacinação.

Grupos elegíveis para vacinação

Além das pessoas com HIV/aids com CD4 abaixo de 100 células/mm³, também podem receber a vacina aqueles com contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus. O esquema vacinal consiste em duas doses, com um intervalo de 28 dias entre elas.

Formas de transmissão da mpox

O vírus que causa a mpox se espalha principalmente através do contato direto com lesões ou erupções na pele de indivíduos infectados, além de secreções corporais como pus, sangue e saliva. A transmissão também pode ocorrer por meio de objetos contaminados, como roupas e utensílios.

O contato próximo e prolongado com secreções respiratórias de pessoas infectadas também é uma via de contágio.

Importância da vigilância

O monitoramento da doença é realizado em colaboração com as secretarias de saúde estaduais e municipais. As ações incluem identificação de casos suspeitos, investigação epidemiológica, diagnóstico laboratorial e isolamento de infectados. Indivíduos que apresentem sintomas compatíveis com a mpox devem buscar atendimento médico, onde profissionais investigarão possíveis exposições e, se necessário, coletarão amostras para diagnóstico.

Pessoas que tiveram contato próximo com casos suspeitos ou confirmados devem também procurar serviços de saúde para avaliação do risco de exposição. A vacinação pós-exposição é recomendada preferencialmente nos primeiros quatro dias após o contato, mas pode ser realizada até 14 dias depois; embora a eficácia diminua, a imunização pode ajudar a prevenir formas graves da doença.

Essa nova aquisição de vacinas é um passo importante na luta contra a mpox e reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a saúde pública e a proteção dos grupos mais vulneráveis.

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