A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) está em busca de convocar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para prestar depoimento na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle (CTFC) do Senado. A iniciativa visa investigar possíveis irregularidades e omissões por parte de autoridades públicas relacionadas ao caso do Banco Master.
Adiantamento da votação e pedidos de vista
A votação do relatório que autoriza a fiscalização do caso foi adiada nesta quarta-feira (4/11), após um pedido de vista da senadora Leany Lemos (PSB-DF). Como relatora da proposta, Damares havia solicitado que o documento fosse colocado em votação, o que foi aceito pelo presidente da comissão, senador Dr. Hiran (PP-RR). Contudo, Leany pediu mais tempo para análise, adiando, assim, a decisão sobre o início das investigações para a próxima semana.
Intenção de ouvir Vorcaro
Ao justificar a necessidade de ouvir o ex-banqueiro, Damares revelou ter recebido informações indicando que Vorcaro estaria disposto a prestar esclarecimentos sobre o caso. “Eu soube, a imprensa fala, há passarinhos azuis andando nos corredores que o Daniel Vorcaro quer falar. Por que não falar nesta comissão? Essa é uma comissão preparada para ouvi-lo”, declarou a senadora.
Proposta de fiscalização
A proposta de fiscalização, de autoria do senador Márcio Bittar (PL-AC), tem como objetivo investigar se houve falhas na supervisão do Banco Master por parte de órgãos como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O procedimento, denominado Proposta de Fiscalização e Controle (PFS), permite que as comissões do Senado investiguem a atuação de autoridades e solicitem documentos relevantes.
Damares já manifestou seu parecer favorável à abertura da fiscalização, afirmando que o relatório está pronto desde abril. “O Brasil precisa saber de muita coisa que aconteceu no Banco Master”, afirmou. O parecer inclui a análise de possíveis irregularidades que envolvem bancos públicos e fundos de pensão, além de investigar a relação entre a política e a atuação de agentes públicos na crise do Banco Master.
Impacto e responsabilidades
O relatório estima que o impacto financeiro do caso ultrapasse R$ 50 bilhões, considerando os custos para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e os possíveis danos a fundos de previdência. A comissão deverá identificar as falhas nos mecanismos de fiscalização e os responsáveis por eventuais omissões.
Ao final dos trabalhos, caso indícios de irregularidades sejam encontrados, as conclusões poderão ser encaminhadas ao Ministério Público e a outros órgãos competentes para que se tome as devidas providências.






