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Desafios da educação no DF: Ideb em queda e falta de professores

Celina Leão inicia novo mandato com a educação pública em crise e desafios a superar.

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Desafios de Celina Leão na educação do DF incluem Ideb ruim e déficit de profissionais

A governadora reeleita Celina Leão (PP) assume em janeiro um cenário alarmante na educação pública do Distrito Federal, marcada por um desempenho insatisfatório no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e um significativo déficit de profissionais qualificados nas escolas.

Queda no Ideb e desafios na educação

O Distrito Federal foi a única região do Brasil a registrar uma diminuição no Ideb do ensino médio, em contraste com o avanço geral dos indicadores educacionais, que atingiram seu maior índice desde a criação do indicador em 2005. Nos resultados das escolas públicas, o DF não conseguiu alcançar as metas estipuladas em nenhum dos ciclos analisados, apresentando resultados abaixo da média nacional em todas as etapas.

Apenas nos anos iniciais do ensino fundamental, considerando a rede privada, o DF se destacou com nota 6,4, superando a média nacional de 6,3. Em uma entrevista realizada em setembro, Celina Leão ressaltou que, apesar das dificuldades, houve progressos na educação ao longo de seu primeiro mandato, mencionando o impacto do sistema de reprovações nas notas do Ideb. Ela afirmou que “aqui no Distrito Federal, com duas matérias, você reprova, e a opção de vários estados é não ter reprovação. Quando você não tem reprovação, isso impacta diretamente no índice do Ideb”.

Relações tensas com os educadores

As recentes medidas do novo secretário de Educação, Thiago Peixoto, têm gerado descontentamento entre os educadores e o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF). Em 21 de outubro, poucos dias antes do segundo turno das eleições, o sindicato convocou uma paralisação, denunciando o que considerou autoritarismo do governo. Entre os pontos criticados estavam a escolha de materiais didáticos sem a consulta aos professores e a imposição de um novo calendário escolar.

Celina Leão criticou a mobilização, argumentando que as motivações eram eleitorais e, até o momento, não houve iniciativas de reconciliação com a categoria após as eleições.

Déficit de profissionais efetivos

Um dos problemas mais críticos enfrentados pela educação no DF é a escassez de professores efetivos. De acordo com dados do Painel Estatístico de Pessoal do DF, há 16.912 servidores temporários na Secretaria de Educação, representando 34,6% do total de 48.820 servidores ativos. Em resposta a essa situação, Celina anunciou em agosto a nomeação de 2.681 aprovados no concurso de 2022, mas a realização de um novo certame ainda é uma prioridade.

A governadora divulgou a autorização para um novo concurso, que deve oferecer 10.604 vagas, sendo 2.650 imediatas, após o Tribunal de Contas do DF estabelecer um prazo de 180 dias para a apresentação do cronograma de execução do concurso. A expectativa é que o edital seja publicado em novembro.

Propostas para a educação integral

Durante sua campanha, Celina Leão enfatizou a importância de expandir o número de alunos em tempo integral na rede pública. Atualmente, apenas 7% dos estudantes estão matriculados nesse formato. Para aumentar a carga horária, é necessário melhorar a infraestrutura das escolas e aumentar o número de professores, ambos aspectos que estão contemplados em seu plano de governo.

Recentemente, uma situação alarmante ocorreu com o desabamento de parte do telhado de uma escola no Paranoá, que funciona em uma estrutura provisória desde 2016. A Secretaria de Educação afirmou que está desenvolvendo ações para ampliar gradualmente a oferta de ensino integral, garantindo que a expansão siga um planejamento rigoroso.

Compromissos da nova gestão

Entre as promessas de Celina Leão estão a ampliação da oferta de escolas em tempo integral, a modernização das instalações escolares, a construção de novas unidades em terrenos próprios, e a reestruturação do plano de carreira dos educadores. A governadora também planeja aumentar o número de escolas cívico-militares.

Esses desafios exigem uma atenção imediata e soluções eficazes para que a educação pública do Distrito Federal possa recuperar sua qualidade e atender de maneira adequada às necessidades dos estudantes.

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