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Governo divulga novas regras do Imposto Seletivo para 2027

Mudanças visam estabelecer um calendário de cobrança a partir de fevereiro de 2027, afetando setores estratégicos da economia.

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Governo define regras do Imposto Seletivo para 2027: veja o que muda

O governo federal concluiu a proposta que define o calendário de cobrança do Imposto Seletivo, com início previsto para 1º de fevereiro de 2027. A medida, que será encaminhada ao Congresso Nacional, atende ao princípio da noventena, estabelecido pela Reforma Tributária através da Emenda Constitucional 132. O novo tributo incidirá sobre produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

Aspectos principais do Imposto Seletivo

A proposta inclui um modelo transitório para o primeiro ano de implementação, com o intuito de garantir previsibilidade aos setores produtivos e evitar descompassos nas receitas do governo. Durante 2027, as taxas aplicadas aos produtos selecionados deverão refletir os valores atualmente cobrados pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O governo utilizará fórmulas de equivalência técnica para assegurar que a cobrança se mantenha estável, enquanto ocorre a transição do IPI para o novo sistema.

Setores impactados pelo novo imposto

Os segmentos industriais que serão diretamente afetados pelo Imposto Seletivo incluem:
– Bebidas alcoólicas e açucaradas
– Cigarros e derivados do tabaco
– Veículos de passeio, aeronaves e embarcações
– Jogos e apostas, como Mega-Sena e Lotofácil

Além disso, o governo está considerando mecanismos que estendam a cobrança desses produtos até que a nova legislação esteja plenamente em vigor, visando proteger a indústria nacional em relação a produtos importados.

Isenções e alíquotas específicas

A proposta atual também prevê uma série de isenções que não sofrerão o impacto do novo imposto em 2027. Essas isenções atendem a questões de transporte essencial, mobilidade sustentável e inclusão social. Entre os beneficiados estão:
– Veículos para motoristas de táxi
– Automóveis para pessoas com deficiência ou autismo
– Caminhões de carga
– Equipamentos das Forças Armadas e de segurança
– Extração de bens minerais, que terá alíquota zero no primeiro ano

Objetivos fiscais e próximos passos

A proposta busca manter o equilíbrio fiscal durante a transição tributária. Qualquer variação na arrecadação do Imposto Seletivo será compensada pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Se a arrecadação aumentar, a alíquota da CBS será ajustada para evitar o crescimento da carga tributária total.

A fase de transição se estenderá até o final de 2027, quando o governo planeja apresentar ao Congresso um projeto de lei com os percentuais permanentes que entrarão em vigor em 2028.

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