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Moradora do DF perde R$ 229 mil em fraude com falsos funcionários de banco

Golpe sofisticado envolveu ameaças e manipulação psicológica; operação policial investiga a organização criminosa.

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Moradora do DF perde R$ 229 mil em golpe com falsos funcionários de banco

Uma moradora de Taguatinga, no Distrito Federal, foi vítima de um golpe que resultou na perda de R$ 229 mil, após ser enganada por criminosos que se passavam por funcionários do Banco Itaú. O caso foi descoberto quando a mulher, preocupada, entrou em contato diretamente com o banco para esclarecer a situação.

Operação policial contra estelionato

Na manhã de quarta-feira (4/11), a 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) lançou uma operação para desmantelar uma organização criminosa suspeita de estelionato e lavagem de dinheiro. As investigações começaram em maio de 2026, após a denúncia da vítima, que acabou realizando pagamentos com cartão de crédito que totalizaram R$ 29 mil e, posteriormente, transferiu R$ 200 mil via Pix para uma empresa.

Mandados de busca e apreensão

A operação resultou na execução de cinco mandados de busca e apreensão em várias cidades, incluindo São Paulo, Bertioga, São Sebastião e Ilhéus. Além disso, foram adotadas medidas para acessar dados de dispositivos eletrônicos apreendidos e bloquear valores em contas associadas às empresas investigadas, com um limite de R$ 115 milhões.

Detalhes da fraude

Os golpistas utilizaram táticas de manipulação, com um dos criminosos se apresentando como delegado de polícia, afirmando que a vítima e o banco estavam sob investigação. Durante o contato, que foi feito por telefone e aplicativos de mensagens, exerceram pressão psicológica e solicitaram que a mulher mantivesse sigilo sobre tudo.

A fraude só foi revelada quando a vítima buscou esclarecimentos diretamente com o Banco Itaú, o que a levou a perceber que tinha sido enganada.

Investigações e implicações legais

As investigações mostraram que os suspeitos operavam em diferentes regiões e utilizavam empresas para movimentar e ocultar os recursos obtidos de forma ilícita. Um dos negócios investigados recebeu R$ 180 mil da fraude e está ligado a movimentações financeiras suspeitas que superam R$ 115 milhões. Os envolvidos poderão ser acusados de estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Em meio a essa situação alarmante, a necessidade de precaução e verificação em situações semelhantes se torna ainda mais evidente, reforçando a importância de se manter informado e cauteloso frente a abordagens suspeitas.

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