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São Paulo registra 67 novos casos de mpox em apenas um mês

O aumento significativo de infecções preocupa especialistas em saúde pública no estado.

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São Paulo confirma 67 casos de mpox em um mês

Desde 4 de outubro, São Paulo tem enfrentado um aumento alarmante no número de casos de mpox, com 67 confirmações registradas até agora. Este total representa aproximadamente 22% das infecções confirmadas no estado ao longo de 2023, evidenciando uma tendência de crescimento nas contaminações.

Dados epidemiológicos atualizados

Entre janeiro e o dia 6 de novembro, o estado paulista contabilizou 300 casos da doença, com a capital concentrando 197 deles. Não houve registros de óbitos relacionados à doença neste ano. Para fins de comparação, o ano passado viu 423 casos, enquanto em 2024 o número subiu para 1.134.

Os dados apresentados são acessíveis através da plataforma Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde, gerida pela Secretaria Estadual da Saúde.

Monitoramento contínuo da mpox

Apesar da Organização Mundial da Saúde (OMS) ter declarado o fim da emergência de saúde pública em setembro de 2025, a mpox continua a ser monitorada de perto. A Secretaria Estadual da Saúde realiza exames laboratoriais e rastreamento de contatos para identificar e conter possíveis cadeias de transmissão.

Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), ressaltou a importância do monitoramento: “Seguimos monitorando o cenário epidemiológico e orientando os serviços de saúde para que estejam preparados para identificar e notificar rapidamente qualquer suspeita”.

Formas de transmissão e cuidados

A mpox é provocada pelo vírus MPXV e sua transmissão se dá principalmente pelo contato direto com lesões, mucosas e secreções de indivíduos infectados, incluindo durante relações sexuais. O compartilhamento de itens pessoais contaminados, como toalhas e roupas de cama, também é um risco.

Os sintomas da doença incluem lesões cutâneas, febre, fraqueza, inchaço dos linfonodos, e dores musculares, nas costas e na cabeça.

Para minimizar o risco de contaminação, a Secretaria recomenda que a população evite o contato próximo com pessoas que apresentam sintomas suspeitos e não compartilhe objetos pessoais. A higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel é fundamental para a prevenção.

Em um cenário de crescente preocupação com a saúde pública, o acompanhamento e as medidas de prevenção se tornam essenciais para conter a disseminação da mpox no estado.

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