Um surto de antraz, uma doença infecciosa provocada pela bactéria Bacillus anthracis, resultou na morte de pelo menos 30 hipopótamos no Parque Nacional de Virunga, na República Democrática do Congo, no último mês. Até o momento, não foram registrados casos de infecção em humanos, mas as autoridades permanecem em estado de alerta devido ao potencial risco de contágio.
Monitoramento e cuidados com a área afetada
De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, as primeiras carcaças dos hipopótamos foram localizadas em setembro, e análises laboratoriais confirmaram que a causa das mortes foi a infecção por antraz. As equipes do parque estão ativamente monitorando a região afetada e coordenando o manejo seguro das carcaças encontradas. Nas últimas duas semanas, não houve novos registros de mortes entre os animais.
Riscos de transmissão para humanos
A bactéria do antraz pode ser encontrada naturalmente no solo e é capaz de infectar tanto animais domésticos quanto selvagens quando estes entram em contato com os esporos. O principal risco para os seres humanos ocorre durante o manuseio de carcaças contaminadas ou pela ingestão de carne infectada. Embora a infecção possa ser tratada com antibióticos se diagnosticada precocemente, a falta de tratamento pode ser fatal.
Histórico de surtos na região
A República Democrática do Congo já enfrentou surtos anteriores de antraz em animais e humanos. Em março de 2025, cerca de 65 hipopótamos faleceram devido à doença. Além disso, no país vizinho, Uganda, 15 pessoas foram diagnosticadas com antraz, resultando em duas mortes. A recorrência desses episódios levanta preocupações entre os pesquisadores e destaca a necessidade de monitoramento contínuo dos animais, além da identificação de possíveis infecções humanas.
A situação atual exige uma vigilância redobrada das autoridades, que se concentram em garantir a segurança da população e a erradicação do surto, enquanto enfrentam outros desafios, como surtos de ebola e cólera na região.






