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Telescópio da Nasa reentra na atmosfera e deve cair nesta quarta-feira

Fragmentos do telescópio Swift podem cair na Terra, mas riscos são baixos.

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Telescópio da Nasa deve cair na Terra nesta quarta e passará pela América

O telescópio espacial Neil Gehrels Swift, da Nasa, está programado para reentrar na atmosfera terrestre nesta quarta-feira, com previsão de queda em várias regiões do mundo. De acordo com informações da Força Espacial dos Estados Unidos, a reentrada ocorreu por volta das 5h30 (horário de Brasília), embora haja uma margem de erro de aproximadamente 11 horas.

Embora o telescópio esteja em queda, a expectativa é que a maior parte da estrutura se desintegre durante a reentrada. A Nasa estima que pequenas partes do equipamento poderão sobreviver à descida, mas a probabilidade de que essas peças atinjam alguém é extremamente baixa, cerca de 1 em 2,1 mil.

Trajetória de queda do telescópio

A trajetória do Swift durante sua reentrada abrange diversas regiões do planeta, incluindo África, Austrália, Ásia, bem como as Américas Central e do Sul. Essa ampla cobertura geográfica aumenta o interesse sobre onde os fragmentos poderão aterrissar e a segurança das populações nessas áreas.

Missão de resgate frustrada

Antes de sua queda, houve tentativas de resgatar o telescópio. Uma colaboração entre a Nasa e a Katalyst Space Technologies buscou melhorar sua órbita e prolongar suas operações. Para isso, a espaçonave LINK foi lançada em 3 de julho, com a intenção de se acoplar ao Swift e impulsioná-lo para uma órbita mais elevada.

Infelizmente, a missão não obteve sucesso devido a falhas nos sistemas de propulsão e orientação da LINK, que impediram a acoplagem. Apesar de se aproximar do telescópio, a espaçonave não conseguiu realizar a manobra necessária, levando à decisão de encerrar as atividades do Swift, que foi lançado em 2004.

Contribuições científicas do Swift

Durante sua operação, o telescópio Swift fez contribuições significativas à astronomia, ajudando a coletar dados que resultaram em aproximadamente 7 mil artigos científicos. Inicialmente projetado para investigar explosões de raios gama (GRBs), o telescópio também observou fenômenos como supernovas, asteroides, cometas e buracos negros, além de realizar um mapeamento do céu em raios X.

A queda do Swift marca o fim de uma era de descobertas, mas seu legado continuará a influenciar pesquisas futuras na área da astrofísica.

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