A anafilaxia é uma reação alérgica grave que pode evoluir rapidamente para o choque anafilático, uma condição potencialmente fatal. Essa informação se torna ainda mais relevante após a trágica morte da atriz Janaína Barbosa, que faleceu aos 48 anos devido a essa emergência médica.
Reconhecendo os sinais da anafilaxia
Sinais de anafilaxia incluem falta de ar, inchaço na garganta e tontura, que podem surgir em questão de minutos ou até duas horas após a exposição a alérgenos, que podem ser alimentos, medicamentos ou picadas de insetos. A primeira reação alérgica já pode ser uma anafilaxia, conforme alerta o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da UFMS.
Principais sinais de alerta
É crucial estar atento a sintomas que indicam gravidade. O inchaço da língua ou garganta, dificuldades para respirar, tontura intensa, desmaios e dor abdominal intensa são alguns dos principais sinais. A ausência de alterações cutâneas não exclui o diagnóstico de anafilaxia, o que é importante destacar.
Confusão com sintomas digestivos
Segundo Jacques Matone, gastroenterologista do Hospital Albert Einstein, sintomas como dor abdominal e vômitos podem ser confundidos com uma simples indisposição alimentar. “Uma reação alérgica grave não precisa começar com falta de ar”, alerta o especialista.
O tratamento imediato com adrenalina é essencial para reverter a queda da pressão arterial e reduzir o inchaço que compromete a respiração. Antialérgicos e corticoides não devem substituir a adrenalina, que é o único medicamento eficaz em situações de emergência, conforme explica o imunologista Ântonio Condino Neto.
Como agir em caso de anafilaxia
Em situações de reação alérgica, é fundamental interromper o consumo do alimento suspeito e nunca provocar vômito. O atendimento rápido é crucial, e, ao suspeitar de anafilaxia, deve-se acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo 192 e seguir as orientações da equipe médica.
Após a administração da adrenalina, mesmo que os sintomas melhorem, a pessoa deve ser levada ao hospital, pois os sinais podem reaparecer. O acompanhamento com um alergista é recomendado para investigar causas e elaborar um plano de emergência, que deve ser conhecido por familiares e pessoas próximas ao paciente.
Estar preparado e informado sobre a anafilaxia é fundamental para salvar vidas. O autoinjetor de adrenalina, quando prescrito, deve acompanhar o paciente em todos os momentos, garantindo a segurança necessária em caso de emergência.






