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Modelo do SUS para crise climática será apresentado na COP31

Iniciativa busca adaptar a saúde pública brasileira a eventos extremos relacionados ao clima, com investimentos significativos até 2035.

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SUS apresentará modelo de resposta à crise climática na COP31

O Brasil levará à 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), que ocorrerá de 9 a 20 de novembro em Antália, na Turquia, um modelo inovador do Sistema Único de Saúde (SUS) voltado para enfrentar os impactos das mudanças climáticas na saúde pública.

Medidas para a adaptação do SUS

Durante o evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou uma série de iniciativas que visam adaptar a rede pública de saúde a eventos climáticos extremos, como enchentes e secas. Entre as ações propostas está um investimento de R$ 9,8 bilhões no programa AdaptaSUS, que prevê a construção de 2.795 unidades básicas de saúde resilientes e a entrega de 4.056 ambulâncias do Samu.

Centros de Informação em Saúde e Clima

Outra ação importante é a criação dos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISCs), que monitorarão indicadores críticos como a qualidade do ar, temperaturas e eventos climáticos extremos. O objetivo é antecipar riscos e preparar a rede de saúde para proteger a população em situações adversas.

Fortalecimento da cooperação internacional

O Brasil também busca fortalecer a cooperação internacional, especialmente através do Grupo Baku, uma coalizão de países que já presidiram conferências climáticas. Além disso, será apresentado o Plano de Ação em Saúde de Belém, que já conta com apoio de 40 países e 50 organizações, visando a adaptação dos sistemas de saúde e a proteção de populações vulneráveis.

Em um contexto mais amplo, o financiamento de iniciativas de adaptação à crise climática será um ponto de discussão na COP31. Durante a COP30, foram destinados US$ 300 milhões para melhorar a assistência à saúde de comunidades impactadas pelas mudanças climáticas. O Brasil apresentará propostas de instituições de ensino e organizações sociais para aprimorar o monitoramento da qualidade do ar e os sistemas de atendimento.

Essas ações refletem o compromisso do Brasil em enfrentar os desafios impostos pela crise climática, buscando não apenas melhorar a saúde pública, mas também promover uma colaboração mais robusta entre nações.

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