A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) expressou, nesta quarta-feira (4 de novembro de 2026), sua insatisfação com a decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, classificando-a como “desmedido”. Segundo a entidade, essa taxa elevada está prejudicando a produção, o consumo e os investimentos no Brasil.
Decisão do Copom e suas justificativas
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, de forma unânime, manter a Selic em 13,75% ao ano, justificando essa escolha pela aceleração da inflação. Essa decisão marca o fim de uma série de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual que haviam começado em março de 2026.
Impactos negativos da Selic elevada
A Fiesp ressaltou que a manutenção da taxa alta dificulta o acesso ao crédito, encarecendo empréstimos para empresas e empreendedores, o que, por sua vez, atrasa novos investimentos e aumenta o endividamento das famílias e das empresas. Em nota, Paulo Skaf, presidente da Fiesp, afirmou que “o crédito bancário tomado pelo setor produtivo e empreendedores na casa dos 30% ao ano inviabiliza investimentos, e o endividamento recorde das famílias e empresas se agrava a cada mês”.
Consequências para as contas públicas
Além dos impactos diretos na economia, a Fiesp também criticou os efeitos da taxa elevada sobre as contas públicas. O pagamento de juros da dívida pública representa um custo superior a R$ 1 trilhão anualmente para o governo. Esse cenário levanta preocupações sobre a sustentabilidade fiscal do país.
A necessidade de mudanças nas políticas econômicas
Diante desse contexto, a Fiesp defende a implementação de alterações nas políticas monetária e fiscal, com o objetivo de reduzir a taxa Selic a níveis mais aceitáveis e recuperar a competitividade da economia nacional. A entidade conclui que “é urgente readequar as políticas monetária e fiscal para trazer a Selic a níveis toleráveis e devolver a competitividade à economia brasileira”.






