O partido União Brasil reafirmou seu suporte à reeleição de Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, para a presidência da Câmara dos Deputados. O anúncio foi realizado durante uma celebração na quarta-feira (4), que reuniu tanto deputados em exercício quanto recém-eleitos, com a presença do presidente do União Brasil, Antonio Rueda.
Aliança sólida em torno de Motta
O líder do União Brasil na Câmara, deputado Pedro Lucas Fernandes, destacou que a união do partido com o bloco em torno da reeleição de Motta é baseada em ideias comuns. “Nosso campo político está aqui nas ideias que o Hugo representa. Pode contar com o nosso time do União Brasil. Eu fico muito satisfeito de poder renovar essa sua presidência”, declarou Fernandes. Além disso, o apoio do União Brasil já havia sido previamente manifestado por meio de uma nota conjunta, que contou com a adesão de outros partidos como PP, PSD, MDB, PSDB-Cidadania, Solidariedade-PRD e Podemos. Essas legendas, em conjunto, somam cerca de 252 deputados para o próximo ano legislativo.
O cenário político na Câmara
Hugo Motta está à frente da presidência da Câmara desde 2025 e já conquistou o apoio de 15 partidos, incluindo a coalizão do Centrão. Recentemente, a Federação formada pelo PT, PCdoB e PV também decidiu se aliar a ele. O PL (Partido Liberal) realizará uma reunião na próxima quarta-feira (11) para discutir sua posição na corrida pela presidência. Enquanto uma parte do partido defende o apoio a Motta para evitar um possível isolamento, outra parte ainda busca apresentar um candidato próprio.
Concorrência interna e novas candidaturas
O Partido Novo optou por lançar sua própria candidatura para a presidência da Câmara. O deputado Marcel Van Hattem, do Novo, fez o anúncio na terça-feira (3) por meio de um vídeo nas redes sociais, destacando a intenção do partido de se posicionar de forma independente. Para 2027, a bancada do Novo contará com 10 deputados, o que dará ao partido uma presença significativa nas discussões futuras.
Em um momento de intensa movimentação política, a confirmação do apoio ao atual presidente da Câmara sinaliza uma estratégia de fortalecimento das alianças partidárias, enquanto outras legendas buscam definir suas próprias direções para o futuro.






