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Fintech paulista é alvo de operação por movimentar R$ 1 bilhão em apostas ilegais

A A55, autorizada pelo Banco Central, é investigada por sua conexão com um esquema de apostas clandestinas e lavagem de dinheiro.

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Fintech da Faria Lima movimentou R$ 1 bilhão em esquema de bets ilegais

A fintech A55, localizada na famosa Avenida Faria Lima, em São Paulo, se tornou um dos principais alvos da “Operação Azzardo”, realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A investigação aponta que a empresa e outras do mesmo grupo movimentaram cerca de R$ 1 bilhão em transações ligadas a um esquema de apostas ilegais e lavagem de dinheiro.

Como funcionava o esquema

Conforme apurado pela operação, os apostadores realizavam pagamentos via Pix, que eram direcionados a diversas contas na A55. Após isso, uma parte significativa desses valores era transferida para empresas sob investigação e plataformas de apostas que operavam sem a devida autorização federal. A análise financeira da PCDF revelou movimentações que totalizavam aproximadamente R$ 1 bilhão, incluindo repasses diretos para entidades ilegais.

Outros episódios envolvendo a fintech

Recentemente, a A55 ganhou notoriedade ao encerrar a conta de um advogado, amigo de Flávio Bolsonaro, após detectar movimentações financeiras irregulares que poderiam indicar lavagem de dinheiro. A fintech alegou que a conta estava relacionada a atividades suspeitas em uma plataforma de apostas.

A operação e o desdobramento das investigações

A operação “Azzardo”, que envolveu cerca de 200 policiais civis e a execução de 50 mandados de busca e apreensão em cinco estados (São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte), foi resultado de cinco meses de investigações. O Banco Central já havia sinalizado sua intenção de cancelar a autorização de funcionamento da A55.

Medidas judiciais e consequências

Diante das evidências coletadas, o Juízo das Garantias de Sobradinho determinou o bloqueio de R$ 3,48 bilhões dos envolvidos e suspendeu os registros de 100 empresas ligadas ao esquema. Além disso, a Justiça proibiu a abertura de novas contas bancárias por 90 dias para os investigados, que podem enfrentar penas que somadas podem ultrapassar 33 anos de prisão.

Diante da gravidade das acusações e do envolvimento de diversas empresas de fachada, a situação da fintech e dos seus associados continua a evoluir, com desdobramentos que prometem trazer mais informações sobre o esquema de apostas e lavagem de dinheiro em curso no país.

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