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Flávio Bolsonaro revela ao NY Times que levará segredo da saída para o túmulo

O senador brasileiro nega ajuda oficial na fuga para os EUA, apesar de indícios contrários.

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Flávio Bolsonaro diz ao NY Times que 'vai levar para o túmulo' como saiu do Brasil; jornal aponta ajuda dos EUA

Em uma entrevista reveladora ao The New York Times, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou detalhes de sua saída do Brasil, afirmando que organizou a fuga para os Estados Unidos de maneira independente. Ele garantiu que não recebeu apoio de nenhuma instituição governamental para deixar o país.

Informações contraditórias surgem

Apesar da declaração do senador, a reportagem do jornal americano aponta que autoridades dos EUA informaram que um funcionário da Casa Branca facilitou a organização do voo que levou Flávio a Miami, além de mencionar que a entrada dele nos Estados Unidos foi autorizada diretamente por Donald Trump. Flávio deixou o Brasil na última semana, aterrissando em Miami no dia 28 de outubro, apenas três dias após o segundo turno das eleições presidenciais.

Trajetória e decisões críticas

Flávio, que também passou pelo Equador e Argentina durante o percurso, revelou que a decisão de deixar o país foi discutida com sua esposa, após a derrota eleitoral. Ele expressou temores de enfrentar um destino similar ao de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sob prisão domiciliar. O senador mencionou um momento de conversa com seu pai, onde foi alertado sobre as consequências de sua situação política.

Consequências jurídicas e investigações

O senador enfrenta duas investigações relacionadas a possíveis irregularidades financeiras. Uma delas analisa transações de cerca de 70 milhões de dólares envolvidas no financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro. As autoridades suspeitam que parte do montante pode ter sido desviada. Flávio nega quaisquer irregularidades, afirmando que se tratou de negociações privadas.

Outra investigação se concentra em possíveis casos de lavagem de dinheiro, envolvendo o advogado Willer Tomaz. Documentos da Polícia Federal apontam para movimentações financeiras suspeitas entre os dois e transações que levantam questões sobre a origem dos recursos.

Planos futuros e questões eleitorais

Flávio Bolsonaro indicou que pretende continuar ativo na política brasileira, mesmo a partir dos Estados Unidos, planejando contestar judicialmente a vitória de Lula, embora reconheça que as chances são mínimas. O senador também manifestou interesse em apoiar aliados políticos, mas evitou comentar sobre pressões ao governo Trump.

Por enquanto, ele e sua família têm autorização para permanecer nos EUA por um ano, com a possibilidade de uma mudança temporária. Flávio deixou claro que sua intenção é retornar ao Brasil e até mesmo concorrer novamente ao cargo de presidente em futuras eleições.

A situação política do bolsonarismo se torna cada vez mais complexa, especialmente com as investigações em andamento e a perspectiva de Flávio, que ainda busca um papel ativo na política nacional.

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