O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), expressou sua preocupação durante discurso no Plenário nesta quarta-feira (4/11), ao afirmar que muitos políticos se elegeram utilizando ofensas e agressões, sem apresentar propostas construtivas para áreas essenciais como saúde e educação.
Críticas à falta de propostas dos candidatos
Alcolumbre destacou que a construção de candidaturas por meio de ataques e ameaças é preocupante. Ele afirmou: “Para minha tristeza e de milhões, (eles) ganharam as eleições”. A crítica se estendeu à ausência de um debate saudável sobre a defesa da democracia, evidenciando a fragilidade das propostas apresentadas por esses candidatos.
Conflito no Senado e a questão da maioridade penal
Embora não tenha mencionado diretamente a oposição, o discurso de Alcolumbre ocorreu após críticas de parlamentares desse grupo à sua liderança. O presidente do Senado decidiu adiar a discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) referente à redução da maioridade penal, aguardando a posição da Câmara.
Acordo quebrado e tensões políticas
O senador Carlos Portinho (PL-RJ), líder do PL, criticou a decisão de Alcolumbre, alegando que ele quebrou um acordo previamente estabelecido sobre a pauta da maioridade penal, que deveria ser debatida ainda nesta semana.
Em sua fala, Alcolumbre também comentou a descredibilização das urnas promovida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que não reconheceu a validade dos resultados. Ele observou que, apesar das críticas, o PL conquistou 121 cadeiras na Câmara e terá a maior bancada no Senado em 2027, indicando que o resultado do 1º turno foi amplamente favorável a seu partido.






