Os aluguéis residenciais no Brasil sofreram uma leve queda de 0,01% em outubro de 2026, conforme revelado pelo Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), divulgado na última sexta-feira, 6 de novembro. Esse resultado resultou em uma diminuição na variação acumulada em 12 meses, que caiu de 5,08% em setembro para 4,47% em outubro, o menor nível desde junho.
Desaceleração do mercado imobiliário
Matheus Dias, economista do FGV Ibre, explica que a desaceleração do índice é influenciada por um efeito de base de comparação, já que em outubro de 2025 houve um aumento significativo nos aluguéis. Apesar da queda, Dias observa que as condições do mercado imobiliário continuam a pressionar os preços para cima. Ele afirma: “O ambiente de crédito imobiliário ainda restritivo e a oferta limitada de imóveis para locação seguem sustentando os preços, de modo que a desaceleração é gradual e não indica, por ora, mudança de cenário”.
Variações regionais nos aluguéis
Analisando os dados entre setembro e outubro nas quatro capitais que fazem parte da pesquisa do IVAR, duas cidades mostraram alta nos preços dos aluguéis residenciais. O Rio de Janeiro foi a capital com a maior elevação, com uma variação positiva de 0,37%. Belo Horizonte também registrou uma leve alta, passando de estabilidade em setembro para um aumento de 0,18% em outubro. Por outro lado, São Paulo apresentou uma queda de 0,12%, enquanto Porto Alegre teve a redução mais acentuada, com uma variação negativa de 0,13%, indicando uma desaceleração em relação ao mês anterior.
Perspectivas para o futuro do mercado
A atual situação do mercado de aluguéis reflete as dificuldades enfrentadas por inquilinos e proprietários, com a combinação de crédito restrito e oferta limitada de imóveis. Essa dinâmica sugere que, embora haja uma leve queda nos índices, a expectativa é de que os preços se mantenham estáveis por algum tempo.
Assim, o cenário dos aluguéis residenciais continua a ser monitorado de perto, já que fatores econômicos e políticas habitacionais podem influenciar as tendências futuras.






