A Itaipu Binacional, responsável pela operação da usina hidrelétrica, anunciou que não possui recursos financeiros alocados sob a gestão da margem brasileira no Ueno Bank, instituição paraguaia que está sob intervenção desde esta semana. A usina ressaltou que a geração e o fornecimento de energia seguem normalmente, sem qualquer impacto.
Recursos sob gestão da Itaipu
Em resposta a questionamentos sobre possíveis aplicações financeiras no Ueno Bank, a estatal afirmou que “não há recursos financeiros sob gestão da margem brasileira depositados ou aplicados no Ueno Bank”. A empresa afirmou que sua gestão financeira é realizada conforme normas internas que priorizam segurança, liquidez e rentabilidade.
Impacto da crise no Ueno Bank
A crise no Ueno Bank desencadeou uma onda de instabilidade financeira no Paraguai, resultando nas renúncias do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, e do presidente do Paraguai, Santiago Peña. O Banco Central iniciou a liquidação da instituição ao constatar que sua solvência era inferior à metade do mínimo exigido para a operação de bancos.
Aplicações financeiras da binacional
A Itaipu não revelou detalhes sobre os valores ou os nomes dos bancos brasileiros onde mantém aplicações. Contudo, registros anteriores indicam que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal estão entre as instituições que receberam investimentos da empresa. As demonstrações contábeis mostram aplicações em renda fixa, mas não especificam a distribuição atual dos recursos.
Dados financeiros recentes
Conforme as demonstrações do primeiro trimestre de 2026, as aplicações financeiras totalizavam cerca de US$ 984,98 milhões no Brasil e US$ 574,48 milhões no Paraguai. Esses valores estão apresentados por país, sem detalhamento dos saldos por banco. Um levantamento recente publicado pelo jornal paraguaio ABC Color destacou que, em outubro, o Ueno Bank estava listado entre os principais bancos usados pela Itaipu no Paraguai, com um saldo médio de US$ 49,8 milhões e 27,7 bilhões de guaranis.
A situação do Ueno Bank continua a ser monitorada, enquanto a Itaipu reafirma sua independência financeira e a continuidade de suas operações sem interrupções.






