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Soja tem leve alta em Chicago, mas acumula perdas na quarta semana

Apesar do fechamento positivo, a commodity continua enfrentando quedas consecutivas nas últimas semanas.

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Soja fecha em alta de 0,46% em Chicago, mas acumula quarta semana de perdas

Nesta sexta-feira (6), o mercado futuro da soja apresentou uma leve recuperação, com o contrato para entrega em janeiro subindo 0,46%, fechando a US$ 11,93 por bushel. No entanto, essa valorização não foi suficiente para mudar o cenário negativo da commodity, que já acumula quatro semanas de perdas consecutivas.

Análise do mercado de soja

De acordo com a análise da Granar, a alta observada foi uma recuperação técnica, na qual investidores aproveitaram a oportunidade de compra após o período de desvalorização. Apesar do leve avanço, o balanço semanal ainda é desfavorável, com as perdas dos contratos de janeiro e março atingindo 8,79% e 9,06%, respectivamente. Em termos de valor, o contrato de janeiro caiu de US$ 480,88 para US$ 438,63 por tonelada, enquanto o de março passou de US$ 484,56 para US$ 440,65.

Desempenho dos derivados da soja

Os subprodutos da soja também enfrentaram um desempenho negativo ao longo da semana. O óleo de soja, com vencimento em dezembro, sofreu uma queda de 5,52%, caindo de US$ 1.452,82 para US$ 1.372,57 por tonelada. O farelo, para entrega em dezembro, registrou uma desvalorização de 1,67%, passando de US$ 357,81 para US$ 351,85 por tonelada.

A pressão no mercado continua a ser impulsionada pela entrada da nova safra nos Estados Unidos e pela expectativa de aumento nas estimativas de produção, que poderão ser revisadas para cima pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no relatório mensal de oferta e demanda, agendado para terça-feira (10).

Impactos no mercado do milho

A colheita de milho nos Estados Unidos também está influenciando os preços no mercado internacional. O contrato futuro para entrega em dezembro viu uma leve alta de 0,34%, cotado a US$ 4,41 por bushel, mas ainda assim completou sua sexta semana de desvalorização. Durante esse período, os contratos de dezembro e março acumularam perdas de 16,42% e 16,04%, respectivamente.

O aumento da oferta está relacionado à segunda maior safra de milho já registrada nos EUA, que está sendo beneficiada por condições climáticas favoráveis. Contudo, a valorização do dólar frente ao euro pode limitar a competitividade do milho norte-americano para exportação, afetando as vendas para a União Europeia.

Expectativas sobre a Ucrânia

Os operadores do mercado também estão atentos às previsões de exportação da Ucrânia, que será divulgada pelo USDA na próxima terça-feira (10). O país, um importante fornecedor de milho para a União Europeia, teve suas exportações projetadas em 10,2 milhões de toneladas, bem abaixo dos 22 milhões estimados anteriormente.

Embora uma revisão tão drástica nas previsões seja improvável em um único relatório, o USDA pode ajustar suas expectativas devido às dificuldades logísticas enfrentadas pelos exportadores ucranianos, agravadas pelos ataques à infraestrutura portuária.

Trigo em queda contínua

O mercado futuro do trigo também não se saiu bem, com a Bolsa de Chicago registrando uma desvalorização de 1,34% no contrato de dezembro, que encerrou o pregão a US$ 5,91 por bushel. Essa queda marca a décima semana consecutiva de perdas, um feito inédito na série histórica de grãos dos Estados Unidos.

Após uma pequena recuperação, fundos de investimento retornaram às vendas, pressionando ainda mais os preços. Os investidores estão de olho nas negociações entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia, que ocorrem nos dias 10 e 11 de outubro em Abu Dhabi, na tentativa de encontrar um consenso para amenizar as hostilidades na região do Mar Negro.

Diante de um cenário de incertezas e variações nos mercados, os próximos dias prometem trazer novas informações que podem impactar as commodities agrícolas.

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