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Petróleo recua para menos de US$ 100 após perdas políticas nos EUA

Mudanças no Congresso americano elevam expectativas de paz no Oriente Médio.

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Petróleo opera abaixo de US$ 100 após revés de Trump elevar apostas no fim da guerra com Irã

Os preços do petróleo sofreram uma queda significativa, sendo cotados abaixo de US$ 100 nesta quinta-feira (5). A recente desvalorização, que ultrapassou 8% na véspera, representa o menor nível que a commodity atingiu nos últimos dois meses.

Impacto das eleições nos preços do petróleo

A redução nos preços do petróleo está diretamente ligada à perda de controle do Congresso pelo Partido Republicano, liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante as eleições de meio de mandato. Essa mudança política sugere um possível fim das tensões entre os EUA, Israel e Irã, o que tem gerado novas apostas entre os investidores. Na última quarta-feira (4), os contratos futuros do Brent, que serve como referência internacional, fecharam em US$ 94,62, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) encerrou a jornada em US$ 88,12, ambos os valores representando os menores índices desde 31 de agosto.

Tendências recentes no mercado

Na manhã de hoje, os preços do Brent apresentavam uma queda de 2,24%, cotados a US$ 96,74, enquanto o WTI mostrava uma leve recuperação, com alta de 1,87%, alcançando US$ 89,77 por barril. A situação atual reflete um contexto em que Trump se vê em uma encruzilhada: optar por uma saída negociada ou escalar ainda mais o conflito.

Fontes próximas a governos do Golfo acreditam que, com o presidente enfrentando um Congresso democrata, há um incentivo maior para buscar uma solução pacífica para o impasse. A possibilidade de uma ação militar em larga escala contra o Irã se torna cada vez mais remota, embora analistas apontem que um acordo que favoreça o Irã pode gerar reações inesperadas.

Perspectivas para o futuro

Trump comentou ao jornal britânico Financial Times que não há planos imediatos para um ataque ao Irã e reconheceu que a guerra influenciou a derrota do seu partido nas eleições, onde os democratas conquistaram a maioria na Câmara e no Senado. De acordo com Dennis Kissler, vice-presidente sênior da BOK Financial, o controle democrático pode limitar os gastos militares dos EUA na região e acelerar a busca por um acordo de paz.

Além disso, as exportações de petróleo do Oriente Médio aumentaram, contribuindo para a pressão sobre os preços da commodity. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, questionou os motivos do envolvimento militar e atribuiu a derrota republicana nas eleições a essa decisão.

Desafios regionais e avanços na mediação

O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, declarou que a hostilidade americana persistirá independentemente do partido no poder. No entanto, o Catar tem intensificado esforços para evitar uma escalada do conflito, enquanto uma autoridade iraniana mencionou que um acordo entre Irã e EUA ainda está distante.

Carl Larry, especialista em negociação e risco, expressou preocupação com a possibilidade de uma escalada antes da resolução. Os dados de exportação do Golfo mostraram que, em outubro, a média de barris de petróleo, condensado e produtos refinados foi de 17,1 milhões por dia. Embora tenha caído em relação a setembro, essa quantidade ainda corresponde a uma parte significativa do volume anterior à guerra.

Por fim, os Emirados Árabes Unidos estudam a construção de um novo oleoduto para minimizar a dependência do Estreito de Ormuz, enquanto nos EUA, os estoques de petróleo bruto, gasolina e destilados tiveram queda na última semana, segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA).

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