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Ministério do Trabalho registra mais de 7 mil queixas de assédio eleitoral

Luiz Marinho destaca a importância da proteção dos trabalhadores durante as eleições.

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MTE recebeu mais de 7.000 denúncias de assédio eleitoral, segundo ministro

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) registrou mais de 7.000 reclamações relacionadas ao assédio eleitoral no ambiente de trabalho, conforme informou Luiz Marinho, ministro da pasta. O anúncio foi feito na quarta-feira, 4, em um contexto de crescente preocupação com a integridade do voto nas eleições.

Números alarmantes de denúncias

Marinho revelou que, embora o total de queixas seja expressivo, ainda é incerto quantas delas correspondem a casos concretos. O ministro fez um apelo aos empregadores que possam estar considerando praticar esse tipo de assédio: “Aproveito para me dirigir a todos eventualmente que ainda pensam em fazer esse tipo de bobagem. Recue. Afinal de contas, o estado não pretende punir absolutamente ninguém. O que o estado pretende é proteger o trabalhador.”

Canais de denúncia e ações do MTE

No final de setembro, o MTE lançou um canal específico para receber denúncias de assédio eleitoral, que já contabilizava 4.300 reclamações em apenas três dias após o segundo turno das eleições. Marinho enfatizou a gravidade da situação, afirmando que “não podemos admitir que trabalhadores e trabalhadoras sejam ameaçados, constrangidos ou discriminados por suas escolhas políticas. O voto é livre e secreto, e nenhum empregador pode usar sua posição para interferir na decisão de seus empregados.”

Intervenções legais e repercussão nas redes sociais

O Ministério Público do Trabalho (MPT) tem atuado ativamente, conseguindo liminares para coibir práticas de assédio eleitoral. Em uma ação recente, a Justiça do Trabalho determinou que a Meta, que controla plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp, removesse postagens que encorajavam demissões baseadas no voto dos trabalhadores.

Além disso, nas redes sociais, parlamentares alinhados ao bolsonarismo têm promovido campanhas de boicote a empresas e demissões de funcionários que expressaram apoio à esquerda, gerando listas de boicote que circulam amplamente.

O cenário atual destaca a necessidade de proteger os direitos dos trabalhadores em um período eleitoral, reforçando a importância de um ambiente de trabalho seguro e respeitoso.

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